Sexta, 11 Agosto 2017 00:00

Retirada das lixeiras nos halls dos andares dos condomínios: Por um processo sem traumas

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Todos dias é a mesma rotina. Você chega em casa, consome alguns alimentos e bebidas, abre a porta do seu apartamento e joga seus resíduos na lixeira que fica na escadaria....Vixi, escadaria?

A Instrução Técnica nº 11/2011 do Corpo de Bombeiros de São Paulo, que atende ao Decreto Estadual nº 56.819/2011, proíbe a disposição de objetos nos andares e corredores, evitando que os mesmos interrompam a passagem das pessoas (rota de fuga) em caso de um eventual incêndio.

A retirada das lixeiras dos andares é fundamental para a segurança e para a renovação do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros).

Uma prática comum e errada é retirá-las no momento da vistoria do Corpo de Bombeiros e depois colocá-las no lugar novamente. Mesmo que o condomínio receba a renovação do AVBC, se houver um incêndio no mesmo e a irregularidade for comprovada em caso de sinistro, existe a possibilidade de o seguro não pagar pelas reformas do incêndio e o síndico ser penalizado criminalmente.

Mesmo que os síndicos entendam a importância da retirada das lixeiras, nem sempre esse processo é implantado de forma tranquila no condomínio. Muitos moradores se queixam por perder a comodidade gerada pela proximidade dos coletores, acabam se revoltando e jogando os resíduos nas escadas. Então, para auxiliar na implantação desse novo processo e aumentar sua eficácia, seguem algumas dicas:

1. Para se adequar ao Decreto Estadual é necessário que haja planejamento. O primeiro passo é encontrar um local adequado aos contêineres que receberão os resíduos. Geralmente a garagem é um local de fácil acesso a todos os moradores, facilitando a implantação e aceitação do novo procedimento;

2. É fundamental que a mudança seja acompanhada de comunicação. Os moradores devem ser avisados com antecedência sobre a retirada das lixeiras e sobre o novo local onde depositarão seus resíduos. A comunicação pode ser realizada por meio de banners, palestras ou comunicados nos quadros de aviso e elevadores;

3. Também é importante que os funcionários estejam preparados para esclarecer possíveis dúvidas dos condôminos. O treinamento, seja ele de funcionários ou de moradores, é muito eficaz. Além de explicar sobre o novo processo, ele pode abordar a importância da coleta seletiva. Já que o condomínio está em mudança, por que não fazer sua implantação e tornar o prédio mais sustentável?

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Alexandre Furlan Braz

Alexandre Furlan Braz é graduado em Gestão ambiental pelo Centro Universitário Senac, de São Paulo; pós-graduado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) em Gestão de projetos e liderança de equipes; Master em conforto ambiental pela Ong ANAB; e possui mais de 300 horas de cursos específicos em sustentabilidade e empreendedorismo. Em 2009, fundou o Instituto Muda, empresa esta, que trabalha com gestão de resíduos em prédios da cidade de São Paulo.
Mais informações: www.institutomuda.com.br; muda@institutomuda.com.br.