Bombas d'água

Todo cuidado é pouco quando se trata de garantir o abastecimento da água potável nas unidades, a drenagem do excesso da água da chuva, além do bombeamento de reservas não potáveis (de reúso) para a rega de jardins ou lavagens de pisos externos.

O abastecimento de água dentro de um condomínio depende não apenas da disponibilidade da rede pública, como também do funcionamento constante das bombas de recalque, o qual pode ser afetado por problemas na instalação, conservação inadequada ou, ainda, pela queda de energia (caso o prédio não disponha de geradores nem motobombas). Por isso, os síndicos estão sempre às voltas com a manutenção desses sistemas e, em geral, celebram contratos permanentes com empresas especializadas.

Consultor da área de riscos, Carlos Alberto dos Santos mora em um condomínio na zona Sul de São Paulo que ficou sem energia durante 26 horas em novembro do ano passado. Acabou a água, o prédio não possui gerador, as bombas de recalque pararam de funcionar. Carlos Alberto considera uma boa solução aos condomínios a instalação de motogeradores junto às bombas, para evitar os transtornos da falta de energia.

Tornou-se hábito entre os condomínios revezarem a cada quinze dias o funcionamento de duas bombas d’água para abastecer os reservatórios que servem as unidades. Esta é uma ótima solução que os síndicos encontraram para se prevenir contra eventual interrupção do sistema, mas a medida gerou um problema novo: alguns administradores acabaram deixando de lado os contratos de manutenção preventiva desses equipamentos. O alerta é dado pelo consultor em gestão de riscos em condomínios, Carlos Alberto Santos, que identificou a situação principalmente nos edifícios mais novos, já entregues com uma bomba reserva.

Conservação requer pessoa treinada e cronograma próprio. Descuido com o filtro, por exemplo, compromete a qualidade da água e pode danificar a bomba. Além disso, é preciso regulamentar o uso para preservar a higienização.

EVITE EXPLODIR ORÇAMENTO E A PACIÊNCIA

Falta d’água é, sem dúvida, um grande transtorno. Por isso, garanta que os sistemas de bombeamento recebam atenção na parte hidráulica e nos comandos elétricos.

Nesses tempos de verão, o excesso de água vertido pelos temporais diários pode gerar falta d’água nos condomínios. O que acontece com muita frequência, adverte o diretor da Bombras, Giuseppe de Oliveira Caffo, pois, entre outros motivos, ele lembra que a intensidade das chuvas pode provocar inundações nas garagens com “danos irreversíveis” nas bombas. “Isso, é claro, sempre ocorre nas ‘melhores’ horas, como madrugadas e finais de semana”, diz. E, segundo outro representante do segmento, o engenheiro Sérgio Leite, da Semab, "ficar sem água é bem mais difícil do que ficar sem elevador, antena, portão, interfone etc.”. Com grande experiência no mercado, os empresários recomendam aos síndicos um contrato regular de manutenção e aquisição de equipamentos e componentes, evitando o desconforto da interrupção do abastecimento, garantindo tranquilidade e economia.