Controle de Pragas

Algumas capitais brasileiras vêm registrando aumento dos casos de dengue, antes mesmo da chegada do verão.

Devido às mais variadas características construtivas e localizações, diversos tipos de condomínios acabam sofrendo problemas com vetores e pragas urbanas. É possível observar nesses empreendimentos muitos locais que possibilitam o acesso e abrigo de diferentes tipos de pragas urbanas, além da disponibilidade de alimento, que pode ser encontrado de forma direta ou indireta por estes animais.

Grandes ameaças aos condomínios, ratos, baratas, cupins, mosquitos, formigas, moscas, pombos, percevejos e escorpiões são nocivos à saúde e ao patrimônio. Eles estão entre os mais comuns dos animais sinantrópicos, que convivem com o homem.

As pragas urbanas podem gerar sérios danos ao patrimônio, atingindo a edificação, o mobiliário, os aparelhos eletroeletrônicos ou mesmo jardins e plantas ornamentais, alerta Francisco José Zorzenon, biólogo e diretor Técnico da Unidade Laboratorial Referência em Pragas Urbanas do Instituto Biológico de São Paulo. O especialista defende que o síndico invista sistematicamente em soluções adequadas para o controle de pragas e não apenas quando identifica sua presença ou infestação. Algumas espécies de insetos, como as formigas e os cupins, são ativas durante o ano todo, ressalta.

Aposta na sustentabilidade e na saúde ambiental

Baratas, ratos, mosquitos, cupins, pulgas, formigas e ainda pombos e morcegos. A presença desses insetos e animais pode trazer inúmeros transtornos para o condomínio. Por isso, a prevenção é a melhor arma contra as pragas. Para André Luís Cipriani, gerente comercial da Impacto, o correto seria o condomínio fazer o controle de pragas a cada 90 dias. “O mais comum é o condomínio fazer o procedimento no verão e só repeti-lo no ano seguinte, já que no outono e no inverno a incidência das pragas diminui”, informa.

Não oferecer comida aos pombos e proteger com telas ou outros artifícios os locais onde eles possam se abrigar, ajuda a diminuir a população de pombos de um local.

Ao orçar serviços de controle de pragas para o condomínio, o síndico não pode se deixar levar pela tentação de contratar o mais barato. “Insistimos para que o condomínio não procure empresas sem licença. Há riscos de um profissional mal preparado diluir um veneno, erroneamente, ou usar, em ambientes fechados, produtos que não são indicados para isso”, orienta Ado de Castro Bechelli, diretor do núcleo 2 do Centro de Vigilância Sanitária. Outra garantia para obter um serviço de qualidade é verificar se a empresa é associada à Associação Paulista dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas (APRAG). Anote algumas dicas da APRAG para contratar certo:

Dedetização é um assunto sério e, realmente, só deve ser feita por técnicos habilitados. Cada praga exige um tipo de ação. Para cupins é preciso um tratamento preventivo. Já as formigas não são controladas com produtos líquidos. “Quanto mais inseticida for aplicado, indiscriminadamente, mais a colônia se fragmenta, multiplicando a infestação das formigas pela casa”, explica Luis Fernando Macul, presidente da Associação Paulista dos Controladores de Pragas Urbanas (APRAG). “O objetivo do controle de pragas é, como o próprio nome diz, controlar o ambiente, monitorando-o com iscas, para diminuir cada vez mais a quantidade de inseticida aplicada”, completa.

Ratazanas, ratos de telhado, camundongos. É possível encontrar ratos dentro dos apartamentos e das áreas comuns dos condomínios. Saiba os hábitos desses animais e como evitar sua indesejada presença.