Drogas no Condomínio

O problema das drogas é um dos maiores flagelos da atualidade e certamente atinge duramente alguns condomínios, causando drama e angústia em parcela considerável dos condôminos. E para o síndico, representa um dos maiores desafios que ele pode se deparar.

O consumo de drogas dentro do condomínio não permite ao gestor ser displicente, é necessário saber agir rapidamente e com rigor.

“Muitos pais não têm percebido o que consomem seus filhos. E o início da dependência química é cada vez mais precoce, hoje entre 11 e 12 anos. O álcool é uma droga psicotrópica e funciona como porta de entrada para o consumo das demais. Entre os jovens e adolescentes adictos (dependentes químicos), há registros de consumo de álcool gel, de álcool de produtos de limpeza, de álcool puro diluído em um pouco de água etc.”

O consumo de drogas representa um dos problemas mais delicados que os síndicos enfrentam nos condomínios. Sua abordagem junto aos moradores (usuários e/ou familiares) é complexa e demanda conhecimento mínimo das implicações do vício.

Não é raro dentro de condomínios haver problemas envolvendo o uso de drogas. Em alguns edifícios, há, inclusive, a reclamação de uso e descarte de entorpecentes na área comum, seja estacionamento e até mesmo o espaço destinado às crianças. O inconveniente traz dúvidas de como os gestores devem agir mediante tal situação.

Os condomínios se tornaram um dos principais espaços sociais de convívio dos adolescentes, por isso abordaremos a questão da ansiedade, sentimento tão em alta nos dias atuais, aliada à depressão. Antigamente finalizava-se esta etapa da vida aos 18, 19 anos de idade, e hoje, encerra-se por volta dos 24 ou 25 anos. Ansiedade e depressão são temas altamente explorados em todo o mundo, não havendo distinção de classes socioeconômicas e culturais, e vale dizer, não há mais idade em que se possa acometer a população dos males do século atual.

Continuando nossa série de artigos sobre alcoolismo, abordaremos agora uma série de fatores relacionados ao consumo de álcool no Brasil. Lembraremos e reforçaremos alguns pontos já citados nos artigos anteriores.

O texto a seguir é a continuação do material apresentado no artigo anterior referente aos efeitos do álcool no organismo humano.

Vale lembrar que o material apresentado está diretamente relacionado aos estudos executados pelo SENAD (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas), em conjunto com a UNIFESP (Universidade Federal do Estado de São Paulo) e o SUPERA (Sistema para Detecção do Uso Abusivo e Dependência de Substâncias Psicoativas).

Continuando a série de artigos sobre Dependência Química que visam a orientar os síndicos, onde procuramos mostrar a importância de que eles abordem o assunto com os pais e demais condôminos, torna-se necessário agora apresentar-lhes as causas e consequências da utilização dessas substâncias pelos dependentes, desde as mais usadas, até as menos usadas.

Até o presente momento, nos artigos anteriores foram apresentadas aos internautas algumas noções sobre a dependência química: definição, causas, consequências e, principalmente, os malefícios.

A mobilização contra um problema sério que atinge as famílias, mas que também afeta uma coletividade como os condomínios, precisa estar orientada por parâmetros sólidos, de maneira a subsidiar positivamente os responsáveis, por exemplo, nas ações para trabalhar a dependência química. Em sequência aos artigos que temos publicados sobre a questão, falaremos a seguir sobre as fases e sintomas de recaída.

A ABSTINÊNCIA TOTAL é necessária para recuperação da DEPENDÊNCIA QUÍMICA. Promessas para diminuir o consumo de entorpecentes não podem ser mantidas. Qualquer uso, mínimo que seja, manterá a adicção ativa.

“É de suma importância realizar um trabalho de treinamento especializado junto aos seguranças do condomínio, transmitindo a esses profissionais noções e conhecimentos práticos e teóricos sobre dependência química.”

Quando pensamos num eventual consumo de drogas em nossos condomínios, o que normalmente nos vem à mente são as drogas ilícitas, como maconha, cocaína e, mais recentemente, o crack. Uma das causas de fazermos essa associação tão espontânea é que vemos pelas ruas, praças e parques grupos de jovens fumando maconha livres de qualquer coerção ou orientação.

Eles insistem em consumir drogas nas áreas comuns, e agora?

Ser síndico hoje é um desafio maior do que em outros tempos, pois as problemáticas de um condomínio superaram e muito eventos corriqueiros como barulho, brigas entre vizinhos etc. É o caso do consumo de drogas, que cresce dia a dia e diante do qual muita gente não sabe o que fazer, perguntando-se, entre outros, como abordar o condômino em questão, como falar com seus responsáveis? Como veem, é uma lista enorme de questionamentos, que precisam encontrar respostas para que o síndico se posicione e tome uma atitude. Eles envolvem moradores em situação infracional, delicada, principalmente quando inclui menores de idade, quadro que exige a interlocução com os responsáveis pelos mesmos.

Gerente predial durante oito anos de um edifício residencial, Marcos Carvalho sentiu na pele como o uso de drogas pode afetar a vida em condomínio. Um morador jovem fazia uso de drogas nas áreas comuns. Por consequência, problemas de comportamento do rapaz também incomodavam os vizinhos. O gerente lembra que ele costumava usar o elevador social sem camisa e que o cheiro de maconha vindo do apartamento incomodava especialmente o vizinho do andar de cima. “Investi na conversa. Não foi nada fácil, levei uns três meses só para conseguir começar a dialogar. Também procurei o pai do rapaz, que admitiu não saber mais o que fazer com o filho. Cheguei a ir à delegacia, e o delegado me orientou que eu não tinha muito mais o que fazer. Só poderia chamar a polícia se estivesse configurado tráfico de drogas no apartamento”, lembra.

Uso das áreas comuns não pode prejudicar terceiros e deve zelar pela convivência pacífica entre condôminos. Conforme a lei federal antidrogas, síndico pode ser penalizado e responsabilizado “nas mesmas penas que o infrator”.

Durante sua apresentação no 4º Direcional Condomínios, realizado no final de maio, o delegado de polícia e consultor operacional em segurança, Luís Mendonça Davini, abordou formas de prevenção e de enfrentamento das situações que envolvem consumo e venda de drogas no interior dos condomínios.

Investir em medidas preventivas, como câmeras e campanhas de conscientização, é o mais indicado na luta contra as drogas. Mas algumas vezes a atuação do síndico é necessária.

Levantamento nacional realizado junto às escolas públicas pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) aponta que o contato com as drogas lícitas, principalmente o álcool, representa a porta de entrada de jovens e adolescentes no vício das ilícitas.

Nunca é cedo ou tarde demais para prevenir. Muitos fatores determinantes, como por exemplo juízo de valores e auto-estima, vão se formando desde a mais tenra idade