Elétrica

Não dá para negar, as crianças atuais são tecnológicas e dependem da energia elétrica.

Muitos condomínios se preparam para as festas juninas sem planejar a parte das instalações elétricas necessárias para atender o acréscimo de fornos elétricos e de micro-ondas no salão de festas e de iluminação na área externa, entre outros. "E aí começa o perigo!".

O frio traz a necessidade de comprar aquecedores. Qual o problema? Isso aumenta a potência consumida sem que as instalações elétricas estejam preparadas para a nova carga.

É possível evitar danos provocados por surtos de tensão da rede elétrica externa sobre os equipamentos do condomínio. De outro lado, edifícios continuam aderindo ao retrofit, até como prevenção.

Do ponto de vista das unidades, como resultado de um retrofit elétrico com aumento de carga, torna-se indispensável ao condomínio trocar a fiação interna até o disjuntor, além de se instalar o fio terra, destaca o engenheiro eletricista Edson Martinho.

O síndico Luciano Gennari acaba de promover a instalação de sistema de produção de energia fotovoltaica no prédio. O complexo foi foi montado na área da churrasqueira, dotado de componente eletrônico que consolida a energia absorvida. No centro de medição, é feito controle eletrônico da produção diária.

"As águas de março vão embora, mas as descargas atmosféricas continuam."

Diferente do que propaga o senso comum, choques considerados leves também representam perigo à saúde humana. Saiba quais são as proteções essenciais nas instalações elétricas de seu condomínio.

"As vezes é importante mudar para melhorar."

“Há toda a sorte de prestador de serviço, você deve ter cuidado na contratação.”

Prédios novos, mesmo os residenciais, já têm sido entregues com sistema de aquecimento da água por energia solar. Lei em São Paulo impõe algumas obrigatoriedades. Além disso, Resolução da Aneel libera centrais térmicas de produção de energia nas edificações. Condomínios antigos podem se adaptar.

"O Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros requer avaliação da instalação elétrica."

“Este profissional deve ter conhecimentos de eletricidade para tomar as decisões corretas e não colocar em risco o condomínio ou a instalação como um todo.”

Balanço sobre incêndios gerados por sobrecargas e curtos- -circuitos em 2015 no País, divulgado pela Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade), indicam aumento substancial no número de ocorrências, que passaram de 295 em 2014 para 441 no ano passado (acréscimo de 49%). No total, os acidentes com eletricidade saltaram de 1.222 em 2014 para 1.257 em 2015, 33 deles com morte (contra 20 no ano anterior). Os dados são gerais, para todos os tipos de situações e edificações, e não discriminam os eventos nos condomínios, mas o fato é que a maior parte destes procura empresas de reforma e manutenção elétrica somente nas situações emergenciais, depois que ocorreram curtos-circuitos ou até mesmo incêndio. Ou, ainda, como decorrência das adequações exigidas pelo Corpo de Bombeiros, nas vistorias para expedição ou renovação do AVCB.

“Além de garantir a segurança, ele participa de outras vantagens.” Confira!

"Há vários motivos para um retrofit das instalações elétricas"

"Não é só necessário reformar as instalações externas, é necessário avaliar a capacidade instalada".

"Toda modificação em uma instalação elétrica exige um projeto"

"Seguem alguns dos cuidados que devemos ter ao contratar uma reforma da instalação elétrica"

"O tempo de vida útil está diretamente ligado ao uso e à conservação. (...) Pense na sua instalação e reveja quando você fez uma revisão dela. Se foi há mais de cinco anos, está na hora de refazer o processo."

"A eletricidade possui vários riscos e os profissionais devem conhecê-los"

“Época de férias é também tempo de cuidado dobrado por parte dos síndicos, pais e equipe de manutenção.”

"O condomínio pode garantir energia de qualidade para os moradores!"

O engenheiro eletricista e síndico Carlos Reganati desenvolveu um breve "guia" aos seus colegas gestores, mostrando como usar diferentes versões de lâmpadas LED para substituir halógenas dicroicas, incandescentes, compactas eletrônicas de rosca e fluorescentes tubulares. Carlos Reganati atua à frente do Condomínio Castel de Padova, localizado em Perdizes, São Paulo (SP), aonde vem promovendo gradualmente a substituição das lâmpadas, conforme relata abaixo e também na reportagem da edição de abril da Direcional Condomínios.

“A história do LED está apenas começando”, afirma o engenheiro eletricista e síndico Carlos Reganati, que atuou durante anos na indústria da iluminação. Ele acredita que o LED seja “o substituto natural de todas as lâmpadas atuais”. “Como ainda tem preço alto, a prioridade da sua instalação recai sobre os locais onde a luz fica acesa mais horas por dia”, observa.

"Cuidado, profissional que faz tudo pode ser o seu problema."

Duas situações mais frequentes têm levado os condomínios a solicitar aumento de carga de energia elétrica junto às concessionárias. Primeiro, o uso cada vez mais arraigado de novos equipamentos no ambiente doméstico, como ar-condicionado ou mesmo aquecedores. Segundo, a identificação de irregularidades graves nas instalações, como cabos com sinais de aquecimento, a presença de caixas inteiras de madeira (contexto inadequado às normas técnicas atuais) ou existência de peças e demais elementos danificados.

“Dados consolidados pela Abracopel e relativos a 2014 mostram que os acidentes domésticos de origem elétrica vêm crescendo; houve mais de 200 vítimas fatais”

A necessidade de racionalizar o uso dos recursos naturais no Brasil atinge hoje também o setor energético. Juntamente com a água, a eletricidade tornou-se bem nobre, demandando valorização e economia. O passo inicial de muitos condomínios para atingir a meta de redução do consumo é providenciar o retrofit de suas instalações, por onde evitarão, por exemplo, fuga de energia. A segurança entra como outro quesito importante nesse tipo de obra.

“A criançada nas áreas comuns ou nos apartamentos durante o dia, com o que devemos nos preocupar em relação à eletricidade?”

Quais tipos de enfeites escolher e como fazer uma instalação segura para os condôminos?

"A instalação elétrica deve ser concebida e construída de maneira a excluir qualquer risco de incêndio de materiais inflamáveis, devido a temperaturas elevadas ou arcos elétricos. Além disso, em serviço normal, não deve haver riscos de queimaduras para pessoas e animais".

“Quão grosso um fio deve ser para ligar um equipamento no prédio, no apartamento?”

“É muito perigoso conviver com uma instalação elétrica mal cuidada, pois os efeitos podem ser do incêndio a choques elétricos fatais.”

“Você sabia que a instalação elétrica também envelhece? Pois é, essa estrutura é formada por componentes, que sofrem com a ação do tempo. Sofrem de diversas maneiras.”

Projetando-se o consumo mensal de dez pontos de luz do condomínio ao longo do mês, síndico observa que economia pode chegar a R$ 88 na substituição de lâmpadas antigas pelas de tecnologia moderna.

O mercado das lâmpadas incandescentes no Brasil está sofrendo um duplo impacto. Primeiro ele veio através da Portaria Interministerial 1007, baixada em conjunto pelos Ministérios de Minas e Energia, da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, em 2010. A medida fixou índices mínimos de eficiência luminosa para fabricação, importação e comercialização desses produtos, contagem que começa a entrar em sua reta final. O prazo para proibição total das incandescentes fora do padrão é 2016, sendo que, desde o final do mês passado, as de 60 W em desacordo com os quesitos começaram a ser banidas.

"Fio Terra, o cinto de segurança da sua instalação elétrica , pois atua para proteger as pessoas e animais de acidentes."

"O choque, que é a passagem da corrente elétrica pelo corpo humano, pode ser fatal mesmo em pequenas descargas."

“Há muito mais requisitos para uma instalação elétrica segura do que uma simples tomada.”

No artigo de inauguração desta coluna, falamos da importância da verificação periódica da instalação elétrica (de cinco em cinco anos), com o propósito de avaliar as condições da rede e de seus componentes em relação ao uso. Nesta avaliação deverão ser observados os equipamentos utilizados e, principalmente, as condições dos componentes.

Vamos imaginar nossa casa há alguns anos atrás. Ou melhor, há alguns bons anos atrás, cerca de 20, por exemplo, na metade dos anos 1990. Agora tente lembrar o que havia de eletroeletrônicos? Uma geladeira, máquina de lavar roupas, uma ou duas televisões, micro-ondas, um ou dois chuveiros elétricos de 4.400 Watts, um computador de mesa com impressora e alguns outros eletrodomésticos, que eram usados de vez em quando.

Realizar inspeção e manter ajustes periódicos no sistema elétrico da edificação contribui para o consumo racional de energia e maior segurança de moradores e visitantes. Muitos acidentes de origem elétrica no País ocorrem por falta de manutenção.

A saúde está em foco quando o assunto é a caixa d’água do condomínio. E isso envolve não apenas aspectos como a potabilidade mínima da água, bem como as instalações prediais, as quais devem assegurar a vedação dos reservatórios, protegendo-os tanto de contaminantes externos (como animais), quanto de infiltrações das canalizações de esgoto, por exemplo.

O sistema de iluminação requer atenção, mas está entre os itens mais esquecidos pelos condomínios, lamenta o engenheiro civil e consultor Rodrigo de Oliveira Vieira. Muito antes de se trocar uma lâmpada queimada, comenta, é preciso definir quem fará a manutenção preventiva e corretiva do sistema, observando o quadro de iluminação, a situação dos seus disjuntores e a da fiação. “Uma lâmpada mal rosqueada consome mais energia. Às vezes, o problema é o bucal e a troca deve ser feita antes que ela queime”, detalha.

Desgaste pela ação do tempo e uso, edição de novas normas e leis, necessidade de modernização, além do funcionamento intermitente: esse é o contexto que coloca os elevadores no topo das prioridades e exige dos síndicos uma noção mínima de manutenção, conforme roteiro apresentado aqui pela Direcional Condomínios.

EVITE EXPLODIR ORÇAMENTO E A PACIÊNCIA

Falta d’água é, sem dúvida, um grande transtorno. Por isso, garanta que os sistemas de bombeamento recebam atenção na parte hidráulica e nos comandos elétricos.

A manutenção dos sistemas ou aparelhos de ar-condicionado, individuais ou alimentados por uma central, protege a saúde das pessoas e assegura a vida útil prevista para os equipamentos.

As estruturas construtivas são feitas para durar, por isso recebem acabamentos que as protegem, como a pintura e a impermeabilização. Abandonar sua manutenção e atualização é matá-las um pouco a cada dia, analisa em entrevista Alexandre Luís de Oliveira, engenheiro civil com ampla atuação no segmento.

Entenda como funciona o processo de aumento de carga em uma edificação, de acordo com os especialistas, entre eles o engenheiro Valdir Gadioli, e a AES Eletropaulo:

Para quem não é do ramo, o sistema elétrico de um condomínio pode parecer algo bastante complexo. Mas o especialista Valdir Gadioli, sócio da Exclusiva Engenharia, ajuda a compreender como funciona:

Até um ano atrás, os Edifícios Málaga e Maiorca, no Campo Belo, em São Paulo, sofriam com variações e quedas de energia. A síndica Aurora Rahal chamou um especialista, que identificou sobrecarga, inclusive com risco de incêndio. O sistema elétrico do empreendimento de 30 anos, com 60 apartamentos, não dava mais conta de atender à demanda dos moradores. Foi feito, então, um pedido de aumento de carga junto à AES Eletropaulo para que o empreendimento recebesse mais energia, além da reforma necessária no sistema elétrico, para suportar o incremento.

A expansão do uso dos equipamentos eletroeletrônicos torna insuficiente a atual carga de energia elétrica recebida por muitos condomínios residenciais dos grandes centros urbanos.

As novas edificações dos grandes centros urbanos têm sido preparadas para operar com medição eletrônica centralizada do consumo de energia elétrica, em que a leitura do consumo mensal de cada unidade condominial, em comércio ou residência, seja feita de maneira remota, através da transmissão de dados via cabo, radiofrequência, bluetooth etc. Entretanto, prédios com cerca de 30 anos têm aproveitado momentos de reforma e atualização de suas instalações elétricas para aderir ao novo sistema, que permite leituras em tempo real.

Quase uma minicidade, o Conjunto Habitacional e Comercial Vila Mariana apresenta problemas compatíveis com seu tamanho: o condomínio misto, localizado na Vila Mariana, em São Paulo, tem 931 apartamentos, 51 lojas, oito blocos de apartamentos e uma população estimada em três mil pessoas. O edifício mais antigo do condomínio foi construído há 42 anos. Não é de se estranhar que as instalações elétricas necessitassem de reforma.

AUMENTO DE CARGA PEDE AJUSTES POR SEGURANÇA E ECONOMIA

Novas edificações já podem receber cabos elétricos, de telefonia e de internet em um mesmo conduto, desde que projetadas para isso. As demais, no entanto, devem passar por uma reforma geral de suas instalações para atender ao maior uso dos equipamentos eletroeletrônicos. Ajuste depende de aprovação da concessionária.

Além da necessidade do aumento de carga, atualmente os condomínios dispõem de equipamentos elétricos mais modernos e que auxiliam na economia de energia. É o caso dos sensores de presença e das lâmpadas fluorescentes compactas.

A melhor maneira de evitar problemas é procedendo a uma cuidadosa manutenção preventiva. “Ela evita danos futuros em todas as instalações elétricas”, opina o engenheiro eletricista Rodrigo Costa dos Reis. Alguns dos procedimentos necessários são reapertos de terminais e limpeza de contatos. A presença de cupins nas partes de madeira dos centros de medição também é comum. É indicada uma revisão periódica nesses centros. “Os cupins comem até as capas dos fios”, conta. Na opinião de Rodrigo, o ideal é fazer a manutenção preditiva, ou seja, a troca dos equipamentos antes de quebrarem. “Os condomínios, principalmente residenciais, não têm cultura de manutenção. Custa muito mais caro consertar do que manter”, completa.

O engenheiro eletricista e mecânico Duílio Moreira Leite sentiu na própria pele o descaso dos condomínios em relação às instalações elétricas. O prédio em que mora teve a energia cortada pela Eletropaulo por não ter realizado as reformas solicitadas pela concessionária. Com a interferência do engenheiro, o condomínio deixou a parte elétrica em ordem e teve o problema resolvido. “Os condôminos acham que as reformas de elétrica são caras. Para meu espanto, logo depois desse fato, uma assembléia no meu prédio aprovou rapidamente a reforma do salão de festas, que tinha um valor muito mais alto do que a elétrica”, conta Duílio.

Independente de uma manutenção periódica, realizada por um eletricista profissional, o zelador do condomínio deve estar preparado para realizar uma vistoria no prédio, diariamente, verificando todos os componentes do sistema elétrico (chaves, disjuntores, caixas). O Sindicato dos Trabalhadores em Edifícios e Condomínios de São Paulo (Sindifícios) oferece para zeladores um curso de duas horas e meia que fornece noções básicas sobre eletricidade, cuidados necessários e providências a serem tomadas em caso de problemas elétricos. “O zelador precisa conhecer a distribuição do sistema elétrico no condomínio. Por exemplo, onde está a cabine primária que recebe a energia da rua e as caixas de distribuição, que levam a energia para as áreas comuns e aos apartamentos”, explica Gilberto Osmar Violin, instrutor de sistema elétrico, de elevadores e de segurança patrimonial do Sindifícios. Um zelador bem treinado certamente terá mais segurança. “Lembramos que, se ele mexer em algum componente sem conhecer, pode sofrer acidentes graves e até fatais. Ou ainda causar um incêndio”, completa o instrutor.

Uma pesquisa realizada pelo o Procobre - Instituto Brasileiro do Cobre, em parceria com a USP, FAAP, Universidade Mackenzie, Instituto de Ensino São Caetano do Sul e Senai, mostrou que é alarmante a falta de segurança nas instalações elétricas residenciais em São Paulo. Por falta de conhecimento da população e pela ausência de fiscalização, são utilizados produtos de baixa qualidade, que não seguem as normas de segurança.

Há pelo menos 1500 normas técnicas relacionadas à área eletroeletrônica no País, além de leis e regulamentações sobre a oferta de energia. Veja o que é preciso para garantir a segurança e a eficiência do serviço em seu prédio.

O acesso cada vez maior a novos eletrodomésticos, ao ar condicionado, aquecedores e computadores facilita o dia a dia dos condôminos, mas exige uma revisão das instalações das edificações. Além da reforma de centros de medição e prumadas elétricas, que ainda figura entre os principais trabalhos das empresas do segmento, a realização de laudos e estudos de demanda vem ganhando espaço neste mercado.