Formato virtual ou aberto de assembleia de prédio apresenta baixa adesão

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O administrador Ricardo Karpat (Foto ao lado) é um dos especialistas que avalia como nula a adesão às assembleias virtuais. “O sistema está disponível, mas ninguém usa. Ainda há dúvidas quanto ao embasamento jurídico desse formato”, diz. Karpat pondera que as dificuldades com a usabilidade das plataformas é outro ponto que impede a aprovação do modelo dentre os condomínios.

Outro formato pouco utilizado são as assembleias presenciais que ficam um período abertas para o amadurecimento das discussões. Ricardo Karpat acredita que ao se adotar formas mais dinâmicas e objetivas nas reuniões convencionais, o condomínio obterá maior sucesso. Por exemplo, em lugar de se discutir no momento da assembleia as opções de cores para a pintura de um salão de festas, o ideal é que se faça essa consulta antes, reservando o encontro apenas para a votação.

Já o advogado Cristiano De Souza defende que ambos os modelos sejam válidos, e que, apesar “da grande resistência da sociedade”, ele acredita que uma maior adesão virá com o tempo, conforme as pessoas se acostumem aos novos paradigmas.

Matéria publicada na edição - 196 de nov/2014 da Revista Direcional Condomínios