Fitness: Condomínios profissionalizam espaço

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Prédio antigo ou novo, pouco importa: a área de fitness dos condomínios entrou de vez na lista dos investimentos mais solicitados pelos moradores.

Mesmo empreendimentos recém-entregues apostam num upgrade do espaço, pois conforme observa Thiago Somera, diretor de Infraestrutura da Rede Smartfit, “usuários avançados” rejeitam equipamentos semiprofissionais e demandam a melhoria da infraestrutura

Os síndicos dispõem de diferentes recursos para o incremento do setor, desde um plano de manutenção baseado em modernos aplicativos para gerenciamento do estado de cada máquina, a pacotes de locação de equipamentos novos, acompanhados de um plano de manutenção mensal. Podem ainda optar pela renovação completa através da compra das máquinas e acessórios.

Em um dos condomínios administrados pela síndica Roseane M. Barros Fernandes, entregue no ano passado no bairro do Ipiranga, zona Sudeste de São Paulo, os moradores formaram uma comissão de fitness para melhorar o espaço, “entregue com equipamentos não profissionais”. “Habitualmente as construtoras colocam aparelhos de uso doméstico”, afirma Roseane. “Há um público bastante jovem no local, tipo geração ‘Y’, que quer efetuar a troca de todos os aparelhos por modelos mais apropriados.” Em outro residencial atendido pela síndica, este com 20 anos de idade e perfil mais simples, os moradores também demandam modernização dessa estrutura, ideia que se encontra em fase de orçamento de projeto e equipamentos.

O tema é parte ainda da programação dos síndicos Marcos Bernardini, Janaína Aparecida Persike e Marcos Antonio Masteguim. Este incluiu o fitness como parte do retrofit geral das áreas comuns do prédio (Ler detalhes no final desta reportagem). Já o síndico e advogado Marcos Bernardini, do Acclimare Residence, está levantando valores a fim de apresentá-los à assembleia. Com apenas cinco anos de vida, uma torre, lazer completo e 74 unidades, localizado no bairro da Aclimação, o empreendimento veio com aparelhos “básicos e muito fracos, amadores”, descreve Bernardini. O gestor afirma que as mudanças ficarão para 2017, enquanto isso, ele próprio continuará utilizando academias externas para atender às suas necessidades.

A síndica Janaína, por sua vez, à frente do Condomínio Green Village, um prédio de 17 anos localizado no bairro de Santa Cruz, zona Sul de São Paulo, optou por fazer a locação de equipamentos mais modernos. A sala e os aparelhos do Green Village ficaram anos sem manutenção e a síndica, já em seu primeiro ano de mandato, em 2015, reformou o ambiente (com troca de piso, pintura, instalação de espelho e de um aparelho de tevê), além de formalizar a parceria. A gestora até contratou antes a manutenção de duas antigas esteiras, mas o custo ficou elevado. “Tinha que trocar”, enfatiza. “Optamos pelo aluguel, porque é uma forma de os equipamentos estarem sempre novos, com manutenção mensal”, explica. No contrato, foram locadas duas esteiras, uma bicicleta e um espaldar.

MANUTENÇÃO

Nos casos em que os síndicos optam pela reforma das máquinas e aparelhos, é possível recuperar não apenas a parte estética quanto componentes mecânicos e eletrônicos de esteiras e bicicletas, entre outros. O ideal é avaliar cada caso e ponderar a relação custo e benefício do trabalho, recomendam os gestores. De outro modo, a manutenção permanente é indispensável por causa do desgaste e uso intenso. O serviço periódico realizado por empresa terceirizada envolve, em geral, a limpeza (interna e externa); aplicação de aderentes e lubrificantes em correias de motor e rolamentos de cilindro, entre outros; aplicação de silicone fluído para lubrificação de mantas e decks; além de ajustes /ou instalação de parafusos, porcas e arruelas.

Matéria publicada na edição - 218 - nov/16 da Revista Direcional Condomínios

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