Leveza e segurança em ambientes renovados no condomínio: Epóxi

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A lista de investimentos em reparos e melhorias costuma ser extensa nos condomínios, mesmo entre os mais recentes, especialmente nos ambientes de grande utilização como quadras e garagens. Nesses locais ocorrem usos intermitentes e de grande impacto.

Quadra com piso asfáltico no Residencial Portal São Bento. Epóxi na garagem do Glam Moema

No caso da garagem, o Condomínio Edifício Glam Moema, com apenas oito anos de construção, chegou a um ponto em que não poderia mais adiar obras de recuperação. Por questões que envolvem segurança, conforto, melhoria das condições de uso e valorização patrimonial, o síndico André Matarucco contratou a modernização integral dos três subsolos da garagem, que somam área de cerca de quatro mil metros quadrados e abrigam 168 vagas.

Ele já havia promovido a troca das lâmpadas originais por LED, obtendo redução em torno de R$ 1 mil mensais somente no consumo de energia elétrica da garagem. Também vinha se dedicando, desde 2014, à análise da distribuição das vagas, muitas apertadas e/ou intertravadas. Para isso, André, que é designer de interiores, obteve apoio de uma arquiteta condômina. “Realizamos um estudo para otimizar e destravar o maior número possível”, diz. Ambos conseguiram ainda criar vagas para motos. A partir daí, tornou-se necessário refazer as demarcações, não sem antes reformar todo ambiente, incluindo a limpeza do sistema de drenagem das cortinas, o ajuste dos revestimentos em PVC dessas paredes, a pintura de pilares, muros e demais elementos de alvenaria, a lavagem do teto e, claro, a renovação do piso.

MODERNIZAÇÃO

A parte mais trabalhosa da reforma do Glam Moema aconteceu no piso, pois envolveu a necessidade, inclusive, de se programar o fechamento temporário e paulatino de setores com vagas e remanejar os veículos para outros. André Matarucco descreve, a seguir, as etapas dos serviços executados, nos meses de fevereiro e março passado, nos 1º e 2º subsolos. Agora em abril a previsão era fazer o 3º nível.

- Tratamento das trincas e fissuras;

- Nivelamento em alguns pontos do concreto original, natural, que forma o substrato e foi entregue pela construtora;

- Polimento deste substrato, cuja função é a limpeza de resíduos de óleo, gasolina e demais sujeiras;

- Uso de solução primer, uma espécie de selante, para assegurar a aderência da pintura Epóxi;

- Finalização com o Epóxi e limpeza.

Síndico André Matarucco no 1º subsolo com piso novo, em Epóxi. Demarcações de passagens organizam o espaço

Segundo o prestador de serviços Marcio Garcia, que está executando os trabalhos no Glam Moema, o sucesso do resultado final com o Epóxi depende justamente do processo. “Este funciona como uma garantia tanto para o condomínio quanto para nós”, observa. Segundo ele, o cliente recebe um ano de garantia contra eventuais desplacamentos e desbotamentos do material. Mas a vida útil do revestimento dura de sete a dez anos em um ambiente de garagem, para então ser feita uma repintura. “O material é top de linha, resiste a quase tudo, é impermeável ao óleo e gasolina, por exemplo, menos ao sol”, esclarece. Por isso, sua aplicação é contraindicada em ambientes externos.

O mercado dispõe atualmente de dois tipos de Epóxi, apresenta Marcio: à base água, uma solução mais moderna e ecologicamente correta, mas “com custo duas vezes superior e vida útil três vezes menor”; e à base solvente, que no momento da aplicação provoca desconforto por causa do cheiro, entretanto, recomendada pelo especialista, face à relação custo e benefício.

Marcio Garcia conduz trabalhos de reforma da garagem do Glam Moema, cujo 3º subsolo está sendo executado neste mês de abril

PROTEÇÕES

Assim que os pisos e demarcações dos três subsolos do Glam Moema estiverem finalizados, o síndico André Matarucco diz que irá providenciar as devidas proteções em pilares (como cantoneiras, protetores de portas e laterais) e junto às cortinas. Neste caso, ele irá instalar limitadores de vaga na superfície, impedindo que os veículos atinjam os revestimentos em PVC das cortinas.

MANUTENÇÃO DO EPÓXI

O diretor da Câmara de Químicos da Abralimp (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional), Miguel Sinkunas, lembra que o Epóxi foi “originalmente aplicado em área industriais onde há uma grande circulação de equipamentos, empilhadeiras e pessoas”. Ele tem sido utilizado “para conservar ou remediar pisos antigos”, conferindo um aspecto “monolítico e bastante impermeável aos óleos e graxas, contaminantes fatais em superfícies cimentícias”.

Mas “o uso de produtos de limpeza inadequados pode danificar o brilho e a aparência dos pisos de resina, além de causar perdas na própria estrutura do material, chegando inclusive ao descolamento por perda de aderência”. Segundo ele, estes revestimentos devem “ser limpos frequentemente com limpadores adequados e, em grandes áreas, com máquinas automáticas lavadoras de piso”. Os mesmos procedimentos podem ser aplicados ao poliuretano. Também Marcio Garcia chama atenção para que se evite aplicar produtos abrasivos e/ou demais químicos na manutenção do Epóxi.

DIVERSIDADE DE REVESTIMENTOS

Matéria publicada na edição - 222 de abr/2017 da Revista Direcional Condomínios

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