Auditor Ivo Cairrão orienta como síndico pode fechar contrato seguro de terceirização

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O auditor Ivo Cairrão trabalha há mais de quarenta anos com empresas de todo País em consultoria de governança corporativa, combate a fraudes, treinamentos, arbitragem etc., incluindo, entre seus clientes, condomínios e estacionamentos.

Junto aos condomínios, ele observa “muita imaturidade nos processos de terceirização”, seja do lado “dos contratantes” (condomínios) quanto pelo “nível de organização empresarial de empresas prestadoras de serviços, como segurança, limpeza, portaria, jardinagem, entre outros”. “Os condomínios não costumam verificar documentos das empresas, muitas vezes contratando com base em indicação ou apresentações institucionais”, aponta.

O resultado está nas contrariedades observadas, com frequência, em ambos os lados. “Vemos muitas vezes relações de insatisfação devido justamente à falta de apresentação de documentação correta por parte das empresas terceirizadas, acarretando problemas de recolhimento de impostos, o que gera coobrigação para os condomínios, tais como de demanda trabalhista e recolhimento de impostos”.

De qualquer maneira, Ivo Carrão destaca pontos positivos na terceirização dos serviços para os condomínios: ”A principal vantagem é que a gestão dessas pessoas fica a cargo da empresa terceirizada, demandando menos do síndico no dia a dia, além de os funcionários possuírem experiência em áreas específicas. Se eles fossem próprios do condomínio, este teria que sempre treiná-los.”

Por isso, o auditor orienta os síndicos a buscarem estabelecer parcerias com empresas idôneas, evitando surpresas na hora de rescindir os contratos, quando, em geral, acabam descobrindo “falhas”.

Para estabelecer uma relação satisfatória às três partes – tomadores, prestadores e trabalhadores –, Ivo Cairrão deixa as orientações a seguir:

- “Da parte dos condomínios, há de se verificar, antes do início da parceria, a idoneidade da empresa, consultando o tempo de CNPJ, valor do capital social, quem são os sócios e reputação financeira, fiscal e junto à mídia, além de certidões”;

- “A etapa de geração do contrato também é de extrema importância, pois nele terá que constar rescisão, multas, apresentação tempestiva de documentação, experiência dos prestadores, funções e atividades esperadas descritas claramente, substituição em caso de ausência, faltas, valor, forma de pagamento, entre outros pontos relevantes”;

- “Da parte do prestador de serviço, é preciso trabalhar sempre de forma mais limpa possível, evitando relacionamentos pessoais com síndicos e pessoas que cotam serviços em administradoras, para se evitar a desconfiança da indicação por conflito de interesses. O prestador deve ser escolhido porque oferece o melhor serviço e preço para determinado condomínio”; e,

-“Para os trabalhadores, buscar sempre atuar de forma profissional, não aceitar informalidade, se dedicar a executar o serviço com qualidade e segurança.”

Ivo Cairrão encerra dizendo que “um bom prestador de serviço, que cumpre com todas as leis, treina seus funcionários, gerencia-os corretamente em campo, com certeza terá longevidade e muito serviço”.

Matéria publicada na edição - 223 de maio/2017 da Revista Direcional Condomínios

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