Por que fazer o diagnóstico prévio da fachada antes de orçar trabalhos?

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O diagnóstico preliminar das manifestações patológicas acompanhado do elenco das soluções aplicáveis, que possibilitem formar “um edital de concorrência com escopo único de serviços”, poderá facilitar a vida dos síndicos e condôminos na hora de se buscar os orçamentos para a fachada, afirma o técnico em edificações e especialista Ivan Martinez.

Sem que o síndico saiba exatamente o que o prédio necessita, há risco de uma “má contratação” (em termos de escopo, definição do acompanhamento técnico das obras e reincidência das patologias), gerando “prejuízo financeiro”. Segundo Ivan, os diagnósticos devem ser feitos in loco por engenheiro especializado, inicialmente em uma vistoria visual (com o uso de binóculos) e material fotográfico.

Porém, quando necessário, em caso de dúvidas, recomenda-se que os profissionais desçam “nas fachadas a fim de colherem dados mais precisos”.

A seguir, Ivan Martinez pontua demais itens que considera relevantes para a contratação e execução segura dos trabalhos.

- Ficar atento à relação de documentos que terá que apresentada pela prestadora de serviços (ART, seguros etc.);

- Checar os equipamentos a serem empregados durante os trabalhos: Há empresas que dispõem de balancim elétrico, os quais “oferecem maior produtividade e proteção ao trabalhador”. “Porém, vale ressaltar que há maior consumo de energia elétrica para o condomínio e, no caso de falta de energia, o sistema passa a ser controlado manualmente, diminuindo a segurança.”

Aqui, segundo Ivan, o síndico deverá ponderar a pertinência ou não do uso deste equipamento conforme o tipo de intervenção prevista: “No caso de substituição total do revestimento, com muitos pontos de reboco a serem retirados e refeitos, há necessidade de balancim para a execução dos trabalhos. Já na reposição de pastilhas cerâmicas, pinturas ou somente lavagem, por exemplo, não justifica o uso e custo do equipamento. Esses serviços poderão ser executados com cadeirinha certificada.”

- Verificar a tecnologia oferecida, como o uso de airless (máquina de pintura):

“O sistema proporciona mais rapidez, portanto, menor custo com mão de obra e melhor resultado final. Mas o método é eficiente em edificações com até de cinco pavimentos, devido aos ventos que são uma constante em altura. Acima dessa altura, ele se torna ineficiente ou, no mínimo, oneroso.”

Matéria publicada na edição - 224 de junho/2017 da Revista Direcional Condomínios

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