Incêndio: As instalações em seu prédio estão adequadas? Fique atento a cuidados importantes

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Consultor da área de riscos, Carlos Alberto dos Santos já visitou quase 200 edificações em São Paulo e Região Metropolitana, observando, entre outros, as condições das instalações elétricas, de gás e do sistema de prevenção e combate ao fogo.

A seguir, ele chama atenção dos síndicos para algumas irregularidades comuns que têm observado nesses condomínios (Os comentários abaixo não esgotam, em absoluto, as exigências relativas a cada uma dessas instalações.

ALARME / DETECÇÃO DE FUMAÇA

O sistema de alarme e até de detecção da fumaça deve estar além do que exigem as normas. Por exemplo, mesmo que o detector não seja obrigatório nos halls internos dos andares em alguns tipos de prédios, sua presença poderá prevenir o alastramento do fogo. Edifícios mais novos já trazem esses dispositivos, mas Carlos Alberto dos Santos chama atenção para a necessidade de manutenção. Detectores devem ser mantidos limpos, sem obstruções dos sensores. E a central de alarme instalada na portaria precisa passar por testes periódicos e manutenção preventiva, com a sinalização adequada de todos os pontos onde existem os detectores.

AVCB

O prazo de renovação do AVCB no Estado de São Paulo para os prédios residenciais ocupados passou de três para cinco anos. Mas condomínios recém-implantados têm validade de seu primeiro AVCB por apenas um ano, depois este terá que ser renovado pelo síndico.

BOMBA DE INCÊNDIO

A bomba de Incêndio deve estar adequadamente ligada à rede dos hidrantes. E os prédios antigos que não dispõem do sistema estão recebendo notificações dos bombeiros, durante o AVCB, para a sua instalação. “Porém, em alguns casos em que o fundo do reservatório até o primeiro ponto de hidrante tenha mais de 6 metros de altura, acaba se dispensando essa exigência, pois existe pressão suficiente na água (por gravidade) para combate a incêndio. É uma situação que deve ser estudada caso a caso”, afirma o consultor.

CENTRAL E LUZ DE EMERGÊNCIA

Não basta instalar luz de emergência, é preciso garantir que elas funcionem quando falta energia no prédio, especialmente durante um incêndio. Em primeiro lugar, quem ainda não automatizou a central deverá fazê-lo. Depois, deve garantir manutenção correta para cada fonte de energia. E as edificações que tenham o sistema alimentado por baterias, devem optar pelas estacionárias no lugar das automotivas.

EXTINTORES

Conforme norma de segurança do Inmetro, a cada ano os lacres dos extintores deverão trazer uma cor diferenciada

Síndicos e zeladores já estão devidamente informados da necessidade de recarga anual dos extintores do prédio. Mas para terem a garantia de que o serviço tenha sido efetivamente realizado pelo prestador de serviços, Carlos Alberto Santos recomenda a eles verificarem a cor do lacre dos extintores (conforme imagem acima). “Se houve recarga, obrigatoriamente o lacre deve ser colocado na cor indicada pelo Inmetro. Não há como fazer recarga sem romper o lacre anterior. A medida foi adotada justamente para evitar fraudes”, observa.

Também o selo representa uma medida de segurança para os síndicos, já que deve constar nele o CNPJ da empresa que atendeu o condomínio e o número do equipamento (cada extintor possui sua identificação, a exemplo do chassi dos veículos automotores). Por fim, no momento de sua instalação no prédio, esses equipamentos não poderão ter o acesso obstruído e deverão ser corretamente dispostos (a 10 cm do chão ou pendurados).

HIDRANTES (MANGUEIRAS E ESGUICHOS)

As mangueiras precisam ser “aduchadas” de forma correta (e não enroladas), com as pontas livres, esguichos (bicos) e chave para montagem. É preciso fazer o teste hidrostático anual, por empresa certificada, dispondo-se de uma etiqueta contendo todos os prazos.

PORTAS CORTA-FOGO

É comum se encontrar portas corta-fogo abertas ou travadas e também com sinalização inadequada, comprometendo a segurança de evacuação no momento de um sinistro.

SINALIZAÇÃO

Sinalização inadequada de rota de fuga em porta corta-fogo. De acordo com a IT 20, a placa deveria ser instalada “a 1,8 m do piso acabado”. Placa apresenta outra inadequação: não está luminescente

Dois problemas recorrentes atingem as placas de sinalização de equipamentos, rota de fuga e saída de emergência: são flagrados erros de instalação e faltam, a cada uma delas, informações exigidas pela ABNT NBR 13.434-1 (norma de Sinalização de Segurança Contra Incêndio e Pânico). São elas: o nome do fabricante (ou CNPJ), mês e ano de fabricação, o grau de luminescência do material, além de propriedades de cor e atenuação. A sinalização é regulamentada ainda pela IT 20 (Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros de São Paulo). “As placas com luminescência, obrigatórias hoje, têm vida útil, elas exigem testes periódicos”, destaca Carlos Alberto dos Santos.

Matéria publicada na edição - 225 de julho/2017 da Revista Direcional Condomínios

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