Cadeia produtiva da indústria de elevadores garante acesso a peças de diferentes equipamentos.

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Entrevista com Marcelo Braga, presidente do Seciesp (SP)

Entidade representativa de dezenas de empresas que realizam a manutenção e modernização dos elevadores, o Seciesp (Sindicato das Empresas de Elevadores do Estado de São Paulo) acaba de eleger novo presidente para o triênio 2017-2020. É o engenheiro mecânico e de segurança do trabalho Marcelo Braga (Foto acima), empreendedor do segmento há quase três décadas. Braga ainda faz parte da Associação dos Elevadores do Mercosul e, dentro da expertise de quem está no dia a dia da realidade de atendimento aos condomínios, fala a seguir sobre algumas das dúvidas que ainda persistem entre os síndicos e gestores prediais.

MANUTENÇÃO PREVENTIVA, CORRETIVA & SUBSTITUIÇÃO DE PEÇAS

- Manutenção Preventiva

“Com base em um cronograma de checagem e realização de serviços, a empresa deve, a cada mês, realizar a manutenção, garantindo que os componentes do elevador fiquem lubrificados e limpos, bem como conferindo, preventivamente, alguma anormalidade e ou desgaste importante. Caso isso ocorra, o técnico da área deverá indicar aos departamentos de engenharia da empresa a eventual necessidade de troca de componentes de maneira preventiva. No contrato com peças cobradas à parte, o setor comercial é acionado para oferecer o orçamento ao cliente. Já se houver a inclusão de peças, sob critério técnico de avaliação da empresa, componentes que tenham sua vida útil expirada deverão ser substituídos.”

- Manutenção corretiva

“Os componentes que estejam com defeitos, inoperantes e/ou quebrados devem ser substituídos de forma corretiva, obedecendo o mesmo critério do ponto de vista técnico/comercial descrito na manutenção preventiva. Vale dizer que para alguns componentes é difícil dar uma prévia de quando terão que ser substituídos, a exemplo do que ocorre com a queima de uma lâmpada. No entanto, quando há uma boa manutenção preventiva, os problemas poderão ser detectados com antecedência e evitar paralisações não programadas. Há situações em que o síndico apresenta dúvida se uma peça deve mesmo ser substituída. Isso se resolve estabelecendo-se um relacionamento de confiança com a empresa contratada, que demonstre tecnicamente, de forma clara e objetiva, para o gestor a necessidade destas substituições de componentes.”

SEM MONTADORA, PEÇAS FICAM MAIS CARAS?

“O mercado de elevadores está bastante diversificado. Diferente do passado, quando se produziam todos os componentes necessários para a fabricação de um elevador, a indústria do setor funciona como uma montadora de automóveis. Em geral, os fornecedores das peças que compõem os equipamentos são comuns a todas as empresas. Além disso, o mercado globalizado possibilita a toda e qualquer empresa habitada o acesso à tecnologia de ponta disponível no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Portanto, o síndico não deve se sentir inseguro em relação a este assunto, pois as peças de reposição não são um problema para as empresas de conservação, uma vez que o mercado disponibiliza para elas todos os componentes necessários para se fazer uma excelente manutenção.”

QUAL O MOMENTO DE MODERNIZAR?

“Paralisações constantes e gastos excessivos com substituições de peças e componentes justificam uma modernização, pois o serviço poderá ser feito de maneira mais eficiente e com preços e prazos mais interessantes. No entanto, em função da disponibilidade financeira do condomínio, é possível contratar a modernização de forma parcial, dentro de um critério técnico que não prejudique o todo.”

Matéria publicada na edição - 226 de agosto/2017 da Revista Direcional Condomínios

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