Condomínios renovam fachada com serviços de conservação e modernização em grades e portões

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Síndico até junho passado do Condomínio Edifício Maria Antonieta, situado no bairro do Paraíso, em São Paulo, o engenheiro civil Vítor Loureiro desencadeou no residencial, nos últimos dois anos, a modernização das áreas comuns, especialmente da churrasqueira e do gradil da frente do prédio.

À esq., a antiga eclusa do Condomínio Maria Antonieta. O fechamento em vidro com jardim vertical conferiu novo efeito estético à fachada, mas ainda com predomínio da ferragem

Com 30 anos de vida e fachada pintada recentemente, o Maria Antonieta dispõe de 60 unidades de um dormitório e se destaca no entorno por deter área comum e vegetação amplas. O toque de modernização é dado pela nova eclusa de pedestres, agora com fechamento em vidro e jardim vertical em seu interior.

“Aproveitamos a ferragem da antiga eclusa para reforçar um fechamento ao lado da guarita”, afirma Vítor Loureiro. Segundo ele, o vidro tomou o lugar do gradil por questão “estética” e também para facilitar eventual futura automatização da portaria. “Mas ele precisa ser muito bem estruturado [por questão de segurança] e apresentar uma solução arquitetônica que seja a mais limpa possível. Utilizamos o mínimo de caixilharia de alumínio e introduzimos a parede verde para não destoar da vegetação do prédio.”

Ou seja, de acordo com o ex-síndico e engenheiro, o processo de modernização e/ou conservação da parte de serralheria do prédio envolve uma boa ponderação entre custo e solução arquitetônica, considerando-se o perfil construtivo da edificação.

Quanto à manutenção, o arquiteto Flávio Cunha destaca que ela deve ser providenciada em grades ou nos fechamentos sempre que apresentarem mau funcionamento ou “defeitos observados visualmente”, como “pontos de ferrugem ou descascamento na pintura, desalinhamento das portas e portões, problemas na abertura e fechamento, entre outros.” É comum, por exemplo, haver problemas no pivô, “peça que apoia os portões com folha de abrir, fica embutida no piso e recebe água (das chuvas ou lavagens) e, muitas vezes, acaba enferrujada e quebra”. Outros itens a serem considerados em uma vistoria visando à manutenção são os rolamentos dos portões de correr, os trilhos (que devem ser alinhados e limpos), os motores e a lubrificação das cremalheiras e dobradiças.

HARMONIA ARQUITETÔNICA

O arquiteto Flávio Cunha assina o processo de revitalização recente de um prédio residencial neoclássico, localizado nos Jardins, na região da Av. Paulista, em São Paulo. Na parte da ferragem, as intervenções envolveram fechamento em gradil, eclusa na garagem, pintura e manutenção dos portões existentes, esquadrias e até corrimãos em atendimento ao AVCB. Os trabalhos estão finalizados (Foto ao lado), com destaque para “novos gradis em serralheria artística”, que nem parecem recém-introduzidos, pela maneira como foram integrados ao conjunto.

O arquiteto observa que “os prédios com estilo clássico ou neoclássico sempre se utilizam da serralheria artística para acompanhar o estilo da construção”. No caso de retrofit, porém, “muitos condomínios estão solicitando o fechamento em vidro com alumínio para sua transparência e leveza”. “Na maioria das vezes, isso não interfere na linguagem da fachada, vai bem com quase todos os estilos, além de ter grande durabilidade e de ser de fácil manutenção e limpeza. O ponto desfavorável é o custo de instalação”, ressalva.

Matéria publicada na edição - 226 de agosto/2017 da Revista Direcional Condomínios

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