“Conceito vendido pelas incorporadoras” precisa ser aproveitado pelos síndicos e condôminos

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O diretor de condomínios Marcio Bagnato, que possui em sua carteira de administração diversos empreendimentos com perfil clube e/ou de serviços, observa que poucos deles estão aproveitando “os excelentes espaços” entregues dentro do “conceito vendido pelas incorporadoras”, no sentido de oferecer atividades aos moradores, com custos reduzidos.

O diretor de condomínios Marcio Bagnato defende a introdução dos serviços para evitar degradação ou sucateamento dos espaços

Como exemplo, ele cita academias “muito bem equipadas”, sem que gestores nem moradores “percebam os benefícios que um espaço como este poderia trazer para o condomínio” se contratassem um serviço profissional de assessoria esportiva:

1) Neste caso, os valores dos treinos e aulas poderiam ser “mais baratos frente à mensalidade de uma academia externa”;

2) O espaço iria proporcionar a “integração dos moradores e reduzir conflitos internos”; e,

3) O morador teria ainda um ambiente seguro, pois não precisaria sair para a rua.

“Condomínios-clube são exemplos clássicos onde cabe uma assessoria esportiva, mas percebemos que esta questão amadurece quando há uma taxa de ocupação que justifique o serviço, momento em que oferecemos aos clientes esta possibilidade. O nome da empresa, a grade de treinos e os custos devem ser submetidos à aprovação de assembleia, assim como regulamentos e horários das atividades, principalmente onde se usa a piscina ‘raia’ para a prática da natação”, orienta Marcio.

Quanto à modalidade pay-per-use, esses surgem tanto em condomínios-clube quanto nos empreendimentos com unidades compactas (Metragem até 30 m2). Aqui, os serviços são compartilhados. “Não justifica contratar uma diarista particular quando é possível dividir seu trabalho com mais cinco ou seis unidades.” Mas para isso é indispensável ao condomínio dispor de um “concierge” de atendimento, recomenda Marcio, “com qualificação profissional, que pense nas comodidades dos moradores”. “É muito diferente do profissional que cuida da operação de rotina do empreendimento”, esclarece.

Por fim, mesmo os prédios padrões, sem muita área de lazer, estão aderindo a alguns serviços, aponta o diretor, caso do dog walker, que independe da dimensão dos espaços para trabalhar.

Matéria publicada na edição - 227 de setembro/2017 da Revista Direcional Condomínios

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