Pisos para playgrounds e brinquedotecas deve atender aos requisitos de segurança

Escrito por 

Pisos moldados in loco ou instalados em placa, alguns dispensando a necessidade de contrapiso; muitos deles sustentáveis, pois feitos com material reciclado e propriedades drenantes; e com capacidade de amortecimento de impacto e densidade visando atenuar riscos de lesão em casos de queda. Essa é a configuração top das superfícies e revestimentos para playgrounds oferecidos com ampla variedade pelo mercado brasileiro.

Os espaços de brinquedoteca também encontram uma linha diversificada, que concilia leveza, segurança e facilidade de manutenção.

Segundo as arquitetas Camila Rentes e Patrícia Contini, a tendência é que as construtoras entreguem hoje pisos drenantes nas áreas externas de playground e mais lúdicos nas brinquedotecas, mas ambos com amortecimento de impacto e antiderrapantes. No entanto, o engenheiro civil Marcus Vinícius Fernandes Grossi, que realiza vistorias e laudos em condomínios, tem observado algumas dessas áreas com inadequações, mesmo nos prédios mais novos.

Os especialistas destacam a necessidade que as superfícies atendam à ABNT NBR 16.071:2012, norma técnica em vigor desde junho de 2013. Além de requisitos para fabricação, instalação, uso e manutenção dos playgrounds, ela determina parâmetros de segurança para pisos.

Com base na norma, Camila e Patrícia orientam os gestores a considerar os seguintes fatores na hora de escolherem o piso para esses ambientes:

  • • A composição do revestimento (do que é feito e sua densidade);
  • • Se possui propriedade antiderrapante;
  • • Capacidade de drenagem;
  • • Baixa inflamabilidade;
  • • Facilidade de limpeza;
  • • Durabilidade e pequena demanda por manutenção;
  • • Design lúdico e educativo; e,
  • • Capacidade de absorção de impacto. Segundo a norma, ele deve ter uma espessura ou profundidade mínima para uma altura possível de queda.

Segundo as arquitetas, os emborrachados costumam atender satisfatoriamente a esses requisitos e aparecem em diferentes versões, entre elas a “lajota ecológica” (com grãos compactados), a “moedinha” (muito utilizados em estações do metrô) e as placas em EVA (no caso de brinquedotecas). Duas outras alternativas bem conhecidas dos síndicos são a grama sintética e a natural. Esta possui “grande absorção de impacto, porém seu rápido desgaste obriga a uma manutenção constante”. Já a “grama sintética tem ótima adaptação às necessidades do playground, possui conforto térmico, mas é mais indicada para áreas de sombra ou internas”.

Matéria publicada na edição - 228 - outubro/2017 da Revista Direcional Condomínios

Não reproduza o conteúdo sem autorização do Grupo Direcional. Este site está protegido pela Lei de Direitos Autorais. (Lei 9610 de 19/02/1998), sua reprodução total ou parcial é proibida nos termos da Lei.