Equipamentos e estrutura física para a segurança do condomínio

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O arrombamento de uma unidade do Condomínio Edifício Flávia e Fernanda, empreendimento de duas torres localizado no bairro da Aclimação, área central de São Paulo, deu o alerta para os seus moradores há cerca de três anos.

Equipe multidisciplinar cuidou do reforço da segurança do Cond. Ed. Flávia e Fernanda, com repaginação dos acessos. À frente da foto no alto, a síndica Rosana Moraes, que contou com diagnóstico de riscos de Luís Renato Mendonça Davini (à esq. na foto), projeto da arquiteta Raquel Abdian (à dir.) e obras executadas pelo Eng. Civil Gustavo Cury

O local, construído em 1976, dispunha de controle de acesso precário. Havia um “grande defeito”: “Pedestres e veículos entravam e saiam juntos e por um mesmo lugar”, lembra a síndica Rosana Moraes. Estava na hora de reforçar a segurança.

Numa ação de emergência, o condomínio apostou no incremento do sistema de CFTV. Depois, em assembleia extraordinária, os condôminos aprovaram a reforma do sistema de acesso. Posteriormente, a síndica, em conjunto com a administração interna, preferiu investir num diagnóstico geral da situação de risco do condomínio antes de partir para o projeto e as obras. Ela justifica: “Os porteiros ficavam muito expostos e não bastava pensarmos somente em proteger a guarita, precisávamos blindar ao máximo a movimentação dos moradores, visitantes e dos prestadores de serviços”. A passagem principal era rente à guarita, que acabava se tornando um ponto de encontro.

A análise de riscos foi realizada pelo consultor Luís Renato Mendonça Davini, delegado do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil de São Paulo. O especialista fez um estudo das vulnerabilidades do condomínio, identificando falhas que poderiam facilitar a entrada de ladrões para furtar os apartamentos. As adequações recomendadas implicavam em reformas físicas e existia a determinação do condomínio de se aproveitar os serviços para implantar uma rampa de acessibilidade. A condômina e arquiteta Raquel Abdian desenvolveu o projeto e o engenheiro Gustavo Cury foi contratado para executar a parte física. Importante foi cuidar também da readequação elétrica. O condomínio passou a ter novo acesso de pedestres, distante da guarita, mas no campo visual do porteiro, com eclusa, rampa, intertravamento, paisagismo e cobertura em vidro. Houve realocação das câmeras de segurança (que passaram de 39 para 42) e compra de refletores.

Os procedimentos de entrada foram modificados. “O certo agora é fazer sempre uma operação por vez. Só se abre um portão quando o outro fecha e isso muda muito os hábitos de todos. Por isso a orientação é paciência, tolerância e muita educação no trato com os moradores, visitantes e prestadores de serviços, pois até para nós, que estamos no dia a dia do prédio, é difícil se acostumar com a nova entrada”, analisa Rosana Moraes. Segundo ela, haverá atualização do Regulamento Interno, pois “como o acesso era muito aberto, todos estavam mal-acostumados; com a readequação, precisaremos rever alguns itens”.

O consultor Luís Renato Mendonça Davini observa que o condomínio está passando por um momento de testes. “Os usos irão balizar os futuros ajustes”, afirma. Ele destaca que a infraestrutura de equipamentos não está completa: faltam o segundo portão para caracterizar a eclusa do acesso central da garagem e proteção perimetral na frente do condomínio (barreira virtual, com sensor em infravermelho).

CÂMERAS & DEMAIS INSTALAÇÕES

Localizado em uma rua movimentada no bairro do Mandaqui, na zona Norte de São Paulo, o Condomínio Edifício Villa Nueva representa outro caso interessante de investimento na segurança, incluindo acessibilidade. Os moradores conviviam com praticamente o mesmo sistema de segurança de sua época de implantação, há cerca de dez anos. Uma das medidas que a síndica Christiane Riginik Castanheira adotou no prédio de 56 unidades desde que assumiu, em 2015, foi justamente reforçar o escopo dos equipamentos. “Nossas câmeras perimetrais eram péssimas, não atendiam à necessidade de um prédio situado em uma avenida”, observa a gestora. Havia 32 no total, analógicas.

Além de substituí-las por modelos HD com abertura e ângulo de visão adequada, Christiane optou por modelos digitais que somente gravem imagens em movimento. Para ambientes menores, optou por versões “focais”. “Precisamos delimitar o que de fato é importante as câmeras ‘olharem’”, argumenta a síndica. Fundamental também, ressalta, é cuidar do cabeamento, instalando- -se conduítes e evitando que um único cabo atenda a 4 ou 5 câmeras. “Se ele falhar, perde-se a imagem de todas.”

A configuração atual do prédio continua com 32 câmeras, agora HD, sendo 16 internas e 16 perimetrais (com cabos independentes). Há acesso às imagens através da internet, dois DVR’s, nobreak, controle de acesso para veículos, eclusas e armazenamento de dados tanto na nuvem quanto em plataforma física.

Para a atualização do sistema, o consultor de segurança José Elias Godoy destaca ainda a necessidade de se modernizar os interfones. Equipamentos antigos exigem manutenção frequente e apresentam baixa qualidade das chamadas (e, em muitos deles, sem identificação), explica José Elias.

Matéria publicada na edição - 228 - outubro/2017 da Revista Direcional Condomínios

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