Vizinhança Solidária: Aumenta adesão entre condomínios de SP (Capital)

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A ideia do Vizinhança Solidária brotou em 2003 no município de Santo André, no Grande ABC (SP), mas foi a partir da divulgação e dos resultados obtidos pelos prédios do Itaim Bibi que a proposta acabou se notabilizando.

Iniciativa da Polícia Militar de São Paulo, Programa Vizinhança Solidária se expande para diversas áreas da Capital e Região Metropolitana de São Paulo

O síndico profissional Alessandro Paris vive no Campo Belo, bairro da zona Sul de São Paulo, e quando era gestor em seu prédio, soube do programa e acabou articulando uma aliança entre vizinhos. “Observamos, há dois anos, um aumento do número de moradores de ruas e usuários de drogas nas calçadas dos prédios, por isso começamos a buscar meios de resolver a questão. Soubemos do Vizinhança Solidária, mas para implantá-lo, precisávamos do envolvimento dos condomínios e moradores no sentido de reocuparmos as ruas do entorno. Essa é a filosofia do programa: Ocupar as ruas novamente para inibir o consumo e o tráfico de drogas. Assim, trouxemos os policiais para fazer palestras aos moradores, promovemos ampla campanha de comunicação e nem precisamos de muita persistência para obter uma rápida adesão”, descreve o síndico.

Dos três edifícios inicialmente envolvidos com o trabalho, o número elevou para sete, que conseguiram retomar as calçadas com atendimento dos moradores de rua pela Prefeitura. “Houve um apoio fantástico do comandante do Batalhão da PM do bairro, além da subprefeitura local, gerando um sucesso muito grande nesta microcomunicade.Formou-se uma sinergia muito forte”, resume o gestor, lembrando que os próprios condôminos passaram a contribuir para fornecer equipamentos (como bicicletas) para os policiais. A ideia agora é ampliar as articulações junto aos demais prédios construídos na extensão da Av. Roberto Marinho.

Também a síndica Rosana Nichio, do Condomínio Edifício Siena Tower, no bairro de Santana, zona Norte de São Paulo, aderiu ao programa. Ali a iniciativa partiu da 2ª Cia do 43º BPM, que paulatinamente o vem estendendo para as ruas mais movimentadas do local. Segundo Rosana, nem todos síndicos de seu quarteirão aderiram à proposta, mas a simples instalação de uma faixa de comunicação na calçada, anunciando a inclusão no Vizinhança Solidária, já contribuiu para afastar as ações de “meliantes”. Ela tem promovido ampla campanha de esclarecimento junto aos moradores, pedindo que eles informem, em “em tempo real, qualquer ação suspeita”, de forma a orientar a comunidade.

O síndico profissional Alessandro Paris: Moradores voltaram a frequentar as ruas depois de ação no Campo Belo

“CITY CÂMERAS”: PREFEITURA QUER INTEGRAR IMAGENS DO CFTV

A Prefeitura Municipal de São Paulo implantou, neste ano, o programa “City Câmeras”. Por meio da cooperação da Secretaria de Segurança Pública do Estado, especialmente da Polícia Militar, a ação do município visa integrar as imagens captadas pelas câmeras instaladas pelo comércio, escolas, residências e condomínios e voltadas ao perímetro urbano, desde que atendam a uma configuração técnica mínima. O objetivo é “formar uma ampla rede de monitoramento com a interligação das câmeras particulares que tenham campo de visão exclusivamente externas (calçadas)”. As imagens devem ser armazenadas em nuvem durante sete dias e podem ser utilizadas mediante alguma ocorrência registrada pela Política Militar.

De acordo com o site do programa, o modelo operacional do sistema prevê a integração das imagens junto ao Comando da Guarda Civil Metropolitana, além de seu compartilhamento com a Polícia Militar e Civil “por um canal de comunicação de dados da internet, sendo possível a realização de uma triagem de ações que acontecem em ruas e avenidas da cidade”.

Saiba como participar

Informações e cadastro através do site https://www.citycameras.prefeitura.sp.gov.br/.


Matéria publicada na edição - 229 - novembro-dezembro/2017 da Revista Direcional Condomínios

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