Prédios acompanham mudanças de hábitos e investem nas academias

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As síndicas Christiane Riginik Castanheira e Mila Fernandes da Rocha têm sido personagens frequentes nas reportagens da Direcional Condomínios, que destacam projetos inovadores e/ou ousados de modernização dos prédios. Novamente ambas aparecem em mais uma matéria, agora na área de fitness.

Condomínios procuram atender às necessidades de seus moradores, que variam desde uma academia mais completa a um fitness básico

Depois de realizarem investimentos mais urgentes em termos de manutenção e segurança, elas irão dar prioridade, entre o final deste ano e início do próximo, à implantação de um serviço ainda inexistente nos condomínios em que moram e administram: A academia de ginástica.

Christiane Riginik Castanheira, síndica do Edifício Villa Nueva, localizado no bairro do Mandaqui, zona Norte de São Paulo, está mobilizando os condôminos das 56 unidades do prédio no sentido de aprovar a transformação de um obsoleto salão de jogos em um centro de fitness. Para tanto, será preciso mudar a destinação da área, com votos favoráveis de todos. Enfermeira-chefe no Centro Cirúrgico de um hospital, Christiane é também graduada em Educação Física, já atuou na área, praticou exercícios aeróbicos de alto impacto e está desenhando o projeto do futuro espaço.

A gestora promoveu antes uma pesquisa entre os moradores e, de acordo com as necessidades apuradas, prevê a instalação de pelo menos duas esteiras, um elíptico ou bicicleta, estação de musculação, espaldar, barras e alteres, além de revestimento apropriado na superfície. “Só usaremos equipamentos profissionais”, destaca a síndica. Segundo Christiane, conhecer o perfil dos usuários é essencial para organizar o ambiente, pois ajuda a definir, por exemplo, a altura dos bancos e a configuração da estação conforme os agrupamentos musculares que precisarão ser trabalhados. “Estamos começando do zero, mas certamente este será um grande investimento para o condomínio”, afirma.

Também a síndica Mila Fernandes da Rocha irá implantar uma academia no residencial em que vive e administra. Aqui haverá o reaproveitamento de um espaço físico externo ao corpo principal do Condomínio Edifício Sucre, entregue em 1967 com 32 unidades no bairro de Santa Cecília, zona central de São Paulo. “Temos uma sala multiuso, que será transformada em espaço de fitness no próximo ano”, revela. A reforma elétrica do ambiente foi realizada juntamente com um amplo retrofit nas prumadas e centro de medição do condomínio. “Ainda não fizemos o orçamento da academia, mas esta é uma demanda de novos moradores, em geral casais jovens, que teremos que atender.”

MANUTENÇÃO

Pois é justamente a reciclagem dos ocupantes que levou a síndica Lurdes de Fátima Affonso Antonio a promover recentemente a reforma dos equipamentos da pequena academia de seu prédio, o Vila de Vitória, na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo. A gestora chegou a orçar a substituição das esteiras, mas considerou mais barato reformá-las para atender às novas necessidades de uso. De acordo com a profissional de manutenção e venda de aparelhos e acessórios para fitness, Luana Iasmin, a reforma de peças entre oito e dez anos de idade (como no Vila de Vitória) efetivamente apresenta um custo menor que a substituição, porém, ela diz que os modelos mais modernos agregam benefícios como amortecimento de impacto, lonas maiores, painéis com teclas de atalho, além de maior valor agregado à academia.

Luana Iasmin recomenda, a partir dessa época de vida, a troca dos equipamentos. Entretanto, alerta que todos - novos, usados ou reformados – deverão receber um programa adequado de manutenção preventiva. Entre outras tarefas, ela diz que “todo mês o técnico deverá limpar a ventoinha da esteira, que acumula pó e cabelo, o que prejudica o seu funcionamento e pode até queimar o motor”. De outro modo, os próprios funcionários da manutenção do condomínio deverão lubrificar semanalmente a lona, para que esta não resseque. Luana observa que a vida útil das lonas costuma ser, em média, de um ano e meio; “depois disso, elas precisam ser trocadas, por causa das ondulações criadas pelo uso”.


Matéria publicada na edição - 229 - novembro-dezembro/2017 da Revista Direcional Condomínios

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