Dicas para gestão do espaço pet no condomínio

Escrito por 

O pet place é área de uso coletivo, portanto, se não estiver bem cuidado, ele poderá atuar como mais um ambiente de contaminações e transmissão de doenças, a exemplo de calçadas externas, praças e parques.

Pet place: Para o médico veterinário Gerson Batista, regras de uso e manutenção devem ser adotadas para evitar doenças

O médico veterinário Gerson Batista costuma atender a alguns desses casos em consultório, por isso ele recomenda ao condomínio medidas que garantam a limpeza do lugar. Paralelamente, é indispensável ter o controle das condições de saúde de todos pets que circulam por ali.

Entre as doenças observadas, as mais comuns são causadas por parasitas, atingindo os animais e o homem. A giardíase, por exemplo, demanda bastante empenho no tratamento e desinfecção do ambiente. Também trabalhoso é combater a presença de pulgas, carrapatos e piolhos, que atuam como importantes vetores na transmissão dos hemoparasitas, especialmente aos cães. Até mesmo o pernilongo, como o Aedes ssp, pode contaminar o pet, levando-o a desenvolver a dirofilariose canina, doença que pode ser fatal; há ainda o risco da leishmaniose visceral canina, transmitida pela picada do mosquito palha ou birigui contaminado, grave patologia que tem crescido no Brasil. Por fim, Gerson orienta a vacinação preventiva contra a leptospirose.

Portanto, “a ideia é adotar medidas de prevenção” na instalação de um pet place, como:

1º - Definir as regras comuns para uso do espaço. Nesse sentido, é essencial proibir a presença de filhotes antes do término do período de vacinação; exigir a comprovação da vacinação contra as principais doenças e prevenção contra verminoses; e até mesmo vetar o acesso de fêmeas não castradas e em período fértil, pois isso irá agitar os machos presentes no local;

2º - Escolher um espaço e instalações fáceis para a limpeza e manutenção, como o tipo de piso, desaconselhando-se, por exemplo, a areia, que dificulta a higienização. Quanto à vegetação do local e entorno, é importante evitar plantas tóxicas e pontiagudas, já que algumas espécies caninas são alérgicas a gramas e arbustos. O médico veterinário sugere ainda que esses ambientes sejam dotados de equipamentos como rampas, túneis e arco para que o pet possa ser treinado.

3º - Instalar no local uma área para higienização do animal, em que o adulto possa lavar suas patas e focinhos, ou dar banho no animal antes de retornar ao apartamento. Como algumas espécies possuem muito pelo, seria interessante dispor de um local que tenha soprador e/ou secador para tirar do cão o excesso de água; e,

4º - Definir as responsabilidades pela higienização e manutenção do pet place, tanto o que compete aos moradores quanto aos funcionários do prédio.

Gerson Batista reitera que os donos somente deverão passear com o filhote em ambiente externo quando ele estiver devidamente vacinado (imunizado). “É preciso que as pessoas tratem bem seus animais para que eles tenham resistência aos problemas ambientais”, finaliza.


Matéria publicada na edição - 230 - janeiro/2018 da Revista Direcional Condomínios

Não reproduza o conteúdo sem autorização do Grupo Direcional. Este site está protegido pela Lei de Direitos Autorais. (Lei 9610 de 19/02/1998), sua reprodução total ou parcial é proibida nos termos da Lei.