A proteção dos acessos e áreas comuns das edificações

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Coberturas em policarbonato e vidro, com gradil de sustentação em aço galvanizado ou alumínio, se tornaram elementos indispensáveis nas melhorias, reformas e mesmo retrofit das edificações, com vistas principalmente a proteger condôminos e visitantes.

O policarbonato liso e transparente (Foto à esq.) e o vidro proporcionam leveza aos acessos das edificações. Foto à dir. destaca eclusa do Condomínio Edifícios Flávia e Fernanda

 

O arquiteto Marcos Contrera, que atua há 21 anos com obras e reformas, observa, por exemplo, que o fechamento ou cobertura em vidro com base de alumínio tem sido uma tendência e vem suprindo uma falha dos projetos construtivos, os quais “não pensam muito na circulação entre as áreas sociais” (deixando-as desprotegidas). “Entramos com esta solução porque ela é transparente e a estrutura metálica é leve. Como a edificação já está pronta e foi projetada sem que tenha sido previsto um acesso coberto, o uso desses materiais evita que uma nova marquise ou cobertura agridam a estética do condomínio.”

No Condomínio Edifícios Flávia e Fernanda, localizado na Aclimação, região Centro-Sul de São Paulo, a síndica Rosana Moraes, com o apoio da arquiteta e condômina Raquel Abdian, acabou optando no ano passado pelo padrão vidro e alumínio na hora de construir um novo acesso de pedestres ao local. “Queríamos implantar uma eclusa que fosse ampla e confortável, com rampa de acessibilidade, sem que parecesse uma prisão”, afirma a síndica. Desta forma, o vidro compõe tanto a cobertura quanto o fechamento lateral, de forma quase imperceptível. “Ele permite ainda integrar o ambiente com o jardim”, destaca. E exerce outra uma função prática: “O material facilita a visualização do movimento de pessoas tanto em seu interior quanto na rua. O vidro era uma expectativa de todos os moradores”, completa Rosana Moraes.

PROJETOS PERSONALIZADOS

Na verdade, “cada projeto tem a sua identidade, o seu formato, por isso é importante que ele tenha a participação de um profissional”, orienta o arquiteto Marcos Contrera. É o caso das portarias e acessos, onde falta ao gestor solucionar o desconforto dos prestadores de serviços que ficam à espera de ser atendidos e cadastrados sem um ambiente adequado, vulneráveis à ação do tempo, aponta o arquiteto. Um especialista poderia sanar essa lacuna.

Outro aspecto importante é considerar a interferência da cobertura sobre a fachada, destaca. “Seu projeto (cobertura) deve contemplar a arquitetura do edifício e dentro desse conceito é que iremos escolher o material, se uma estrutura mais leve ou mais parruda, com imponência. O ideal é que seja harmônica com a identidade da edificação.”

O mercado oferece inúmeras opções de cobertura aos condomínios. No policarbonato, por exemplo, elas incluem desde uma superfície plana ou em túnel até aquela conhecida como duas águas, nas opções retrátil e não retrátil, em padrões liso e alveolar, entre outros, e também materiais termoacústicos. Cada tipo de ambiente da edificação pede uma versão mais apropriada, afirma o arquiteto. Por exemplo, entradas dispensam o modelo retrátil, indicado para áreas de concentração de pessoas, que precisam ser protegidas das intempéries. Ele fica bem em um jardim de inverno, já que “possibilita a abertura e contato com o ambiente externo e a ventilação quando necessário”. As peças alveolares, por sua vez, por não serem transparentes, vão bem em área que demanda proteção do sol, como churrasqueiras.

MANUTENÇÃO SEM DANOS

Quanto à limpeza e manutenção, é importante que os síndicos e zeladores orientem suas equipes de forma a evitar danos. Seguem algumas dicas colhidas junto a fornecedores do segmento:

- Estruturas de sustentação: O alumínio deve ser limpo, em geral, a cada quatro meses, se possível apenas com pano. O aço galvanizado ou ferro, por sua vez, com tendência à oxidação, demandam procedimentos próprios à natureza desses materiais. O aço, como é revestido em zinco, às vezes apresenta pontos ou manchas de oxidação, que poderão ser eliminados com água, vinagre destilado e a esfrega de uma esponja de nylon. Ele poderá ser pintado depois de receber um primer apropriado. Já o ferro demanda lixamentos, aplicação de zarcão (fundo protetor) e repintura;

- Policarbonato: O material necessita de água abundante na limpeza, além do apoio de esponja macia, similar à espuma dos colchões, e detergente neutro. Produtos abrasivos como limpa-vidros estão vetados. Porém, há uma forma certa de realizar o serviço: Primeiro, é necessário molhar bem a superfície com água para retirar o excesso de sujidades; em seguida, deve ser aplicado o detergente diluído separadamente em um balde de água; a esfrega vem na sequência, seguida da retirada do excesso d’água com o uso de um rodo com borracha, similar àqueles utilizados na limpeza de vidros, movimentando-o no sentido da caída da cobertura. Os procedimentos deverão ser encerrados aí, pois se recomenda a secagem natural.

Para os vidros, a recomendação é a aplicação de detergente neutro a 5% solúvel em água, além do uso de esponja macia e secagem com um pano macio e seco.


Matéria publicada na edição - 230 - janeiro/2018 da Revista Direcional Condomínios

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