Gerente predial: A gestão diária da edificação em novo perfil

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A gerente predial Denise Zucarone, do Condomínio Residencial Maison Mont Blanc, em Alphaville (Barueri), sempre teve habilidade em trabalhar com pessoas e exibe no currículo passagens na área educacional, no marketing e na organização de eventos.

Síndico

O síndico Julio Mesquita (à dir. na imagem) e o gerente predial Paulo Ferreira. Na foto ao lado, a gerente Denise Zucarone

Isso ajuda a entender porque ela abraçou com desenvoltura um segmento bastante diferente, o condominial, mas que tem como uma de suas bases justamente o relacionamento humano. Na verdade, Denise casou suas habilidades a uma nova oportunidade que se abre hoje aos zeladores e demais profissionais: Dotar a função de um perfil gerencial.

“Gosto muito de trabalhar com o público, além do operacional e do organizacional. Então, aceitei minha primeira proposta de atuar como gerente predial como um desafio”, afirma. Isso aconteceu em 2011 em outro residencial, onde ficou durante sete anos. Nesse meio tempo frequentou cursos de administração de condomínios. “Resolvo o operacional [com o apoio de um manutencista], mas também o atendimento. Tudo é de minha competência. O síndico é informado do que acontece, conversamos duas vezes por dia”, descreve a gerente.

Denise comenta que a parte “mais delicada” do trabalho é a gestão de conflitos. “Como estou aqui para fazer cumprir o Regulamento Interno, algumas vezes passo por ‘intransigente’ junto a alguns moradores.” E no condomínio de duas torres, 240 unidades e amplo lazer, as demandas surgem intermináveis. Entretanto, Denise avalia que pôde ao longo dos últimos anos desenvolver e melhorar a postura através da própria experiência nos condomínios.

“GOVERNANÇA”

Também o engenheiro civil Paulo Fernando Racy Ferreira mudou de área ao assumir, há três anos, o cargo de gerente no Condominium Club Moema, empreendimento de 280 unidades e ampla área de lazer, localizado na zona Sul de São Paulo. Com quase três décadas de experiência no segmento da construção civil, ele foi contratado pelo síndico Julio Mesquita da Cruz com a missão de reorganizar as operações docondomínio, além da parte administrativa e de pessoal, dentro do sistema de autogestão.

“Buscamos um profissional que pudesse nos ajudar neste processo”, diz o síndico. Atualmente Paulo comanda uma equipe de três assistentes, dois manutencistas, terceirizados nas áreas de portaria, segurança e limpeza, além das demandas geradas pelos moradores. De acordo com o síndico, o gerente exerce ali “um pouco do papel de pai, padre, consultor e amortecedor para os problemas, que precisam ser resolvidos sob o olhar da consequência de suas ações”.

Paulo Ferreira destaca, no entanto, que o segredo é sempre “colocar os objetivos muito claros”. “Quando nos lançamos a trabalhar numa atividade como essa, precisamos ter metas claras e imensa capacidade de escutar o morador (no coletivo). Assim, os problemas que vierem a surgir serão de natureza técnica e administrativa.” Ou seja, eles poderão ser resolvidos de forma objetiva. Paulo acredita que exerce uma verdadeira “governança”, pois “o condomínio tem muitos sistemas complexos que requerem uma visão de empresa, tanto em termos administrativos quanto de metas de satisfação do cliente, no caso, o morador”.


Matéria publicada na edição - 231 - fevereiro/2018 da Revista Direcional Condomínios

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