Quadras poliesportivas e cuidados de projeto, execução e manutenção

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Projetos equivocados, falhas na execução ou manutenção, além do mau uso, provocam a deterioração das quadras esportivas nos condomínios.

O engenheiro civil Eduardo Araki apresenta um roteiro básico aos síndicos sobre o assunto, com dicas de manutenção, reforma e construção .

Manutenção & Vida útil do revestimento

O desgaste da pintura e marcas no piso causadas por uso inadequado são os problemas mais observados nesses espaços, diz. “É possível ainda aumentar a vida útil do revestimento da quadra através de manutenção adequada e frequente [como a desobstrução dos ralos e drenos]. Deve-se também dar manutenção aos acessórios, como alambrados, traves, telas, tabelas de basquete etc.”.

Construção

Antes de desenvolver um projeto de nova quadra, um engenheiro deverá analisar o solo, “pois uma quadra possui fundação rasa”. “Se for necessária a terraplenagem do local, o aterro deverá ser bem compactado.” Eduardo observa que existem dois principais tipos de pisos de quadras para os condomínios, os de concreto e o asfáltico (Eles possibilitam a prática dos esportes coletivos mais comuns, como futebol, vôlei e basquete). “Existem ainda pisos específicos para outras modalidades, por exemplo, o saibro para o tênis e a grama sintética para futebol society.”

Cuidado essencial

“O projeto e a construção da quadra deve prever o escoamento da água da chuva e drenos ou grelhas para captar esta água nas suas bordas. Quadras com piso de concreto devem possuir juntas de dilatação devido ao trabalho de expansão e contração do concreto exposto ao tempo (sol e chuva, dia e noite). Os asfálticos não necessitam de juntas de dilatação.” Já uma reforma deverá “observar não apenas o aspecto da superfície”. “Podem existir problemas nas camadas de construção, na fundação e mesmo desagregação de materiais.”

Piso em concreto usinado de quadra reformada em um condomínio. A forma como foi executado o acabamento [ficou muito liso] impede a absorção de tinta para implantação das linhas demarcatórias. O Eng. Civil Eduardo Araki afirma que o gestor tem duas opções para corrigir o problema: Desgastar o revestimento com ácido (solução mais econômica) ou utilizar um primer apropriado.


Matéria publicada na edição - 232 - março/2018 da Revista Direcional Condomínios

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