Duas experiências de restauração: Prédio antigo com pastilhas e um novo com textura projetada

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UM ‘GAP’ DE 25 ANOS

Também localizado na Vila Mariana e com predomínio de pastilhas na fachada, o Condomínio Joelma Regência (foto) ficou 25 anos sem lavá-las ou as tratar, afirma o síndico Gabriel Choueri (foto abaixo). As instalações do edifício construído em 1963 estão em processo de recuperação e, neste momento, o trabalho é feito justamente na fachada, que possui inúmeros pontos com necessidade de restauração. Mas aqui um dos maiores desafios reside nas manchas que impregnaram a superfície e permaneceram mesmo depois do hidrojateamento. De acordo com o engenheiro civil Marcus Vinícius Fernandes Grossi, a impregnação de sujeira pode ocorrer pelo desgaste do esmalte das placas cerâmicas ou pela alta porosidade do esmalte, “o que seria uma irregularidade”. No Joelma Regência, o síndico diz que haveria necessidade de retrofit, projeto descartado pela limitação orçamentária do condomínio e a urgência das intervenções, já que algumas pastilhas estavam caindo sobre as áreas comuns. Segundo Gabriel, o material solto está sendo recolhido e empapelado para reaproveitamento.

TEXTURA PROJETADA

Com a mesma idade do Spazio Club, o Condomínio Edifício Sonatta (foto abaixo), na zona Sul de São Paulo, também concluiu em 2017 seu primeiro tratamento da fachada, aqui em textura projetada. Segundo o engenheiro civil Claudio Eduardo Alves da Silva, os procedimentos para qualquer tipo de textura são, “em tese”, os mesmos. No entanto, a projetada tem uma aplicação “mais específica e requer maior qualidade da equipe, o que torna o acabamento mais caro e nobre”. Claudio foi contratado pelo condomínio para os laudos prévios, teve que ajustar o escopo do trabalho visando à melhoria do processo de cotação e fez o acompanhamento da obra. A síndica Karin Cerveira diz que “nunca imaginara que um trabalho na fachada fosse tão complexo”, pois envolveu a restauração de vários pontos com desplacamentos (fotos abaixo), causados por motivos diversos (até pela incidência de raios). Mas todo o histórico da obra foi conduzido por uma comissão de obras composta por dez moradores. Para facilitar essa etapa inicial, o Eng. Claudio recomenda aos gestores a contratação do teste de percussão antes das cotações, para assegurar “melhor resultado tanto para a empresa que irá executar os serviços quanto o condomínio”.


Matéria publicada na edição - 234 - maio/2018 da Revista Direcional Condomínios

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