Internet traz upgrade na gestão da mão de obra terceirizada

Escrito por 

A internet abriu novas possibilidades à gestão da mão de obra terceirizada, afirma Fabrício Souza, diretor de negócios de uma empresa do setor.

mão de obra terceirizada

Central de empresa terceirizada monitora em tempo real a rotina de cada trabalhador nos postos de serviço

Formado em Redes de Computadores e com especialização em marketing digital, Fabrício desenhou um sistema de monitoramento virtual dos serviços prestados por sua equipe nos postos de trabalho. Ou seja, a administração dessa mão de obra acontece também agora em plataforma online, por meio da qual há o controle, em tempo real, através de uma central de monitoramento da empresa, da frequência, ausências, licenças etc. Isso representa, segundo ele, agilidade na troca de informação, o que favorece a tomada de decisão por parte da supervisão ou o profissional responsável pela área.

Mas não só: Toda a gestão de folha de pagamentos, com controle dos pontos diários, de entrada, saída, intervalos, entre outros, é feita via internet. A terceirizada disponibiliza displays com biometria nos postos de trabalho para que os funcionários marquem o ponto. “Através do cadastramento biométrico, o trabalhador tem sua jornada registrada em plataforma digital”, explica Fabrício. Além disso, o sistema já está integrado com o eSocial, possibilitando a baixa automática dos documentos exigidos pelo Governo Federal nas áreas do trabalho, saúde, fiscal e previdência.

Fabrício afirma que iniciou a implantação da plataforma em agosto de 2017, processo que transcorreu até dezembro passado. Desde janeiro, todos os controles da empresa estão digitalizados e acontecem no ambiente virtual, online. “Com os novos procedimentos, ganhamos dez dias no levantamento dos pontos dos funcionários, antes registrados fisicamente nos postos e que precisavam ser recolhidos pela empresa em cada condomínio.”

Mas se esta terceirizada “carrega hoje o DNA digital”, o mesmo não ainda acontece na ponta da linha, entre os trabalhadores, ressalva o diretor. “São eles que fazem girar a roda, por isso, precisamos oferecer treinamentos constantes e plataformas com uma interface de navegação fácil e agradável.”

Atualmente, empresas do segmento estão se preparando para introduzir sistemas baseados na troca de informação via web com o objetivo de aperfeiçoar a gestão da mão de obra. O diretor Amilton Saraiva utiliza uma ferramenta da Microsoft, o Business Intelligence (BI), para realizar esse acompanhamento. E da parte dos condomínios, há síndicos que empregam a ferramenta SLA (Service Level Agreement / Acordo de Nível de Serviço) como forma de medir o cumprimento do contrato pelas empresas de terceirização, a exemplo do tempo de resposta que deve ser dado na reposição de funcionários que tenham faltado ou se licenciado.


Matéria publicada na edição - 234 - maio/2018 da Revista Direcional Condomínios

Não reproduza o conteúdo sem autorização do Grupo Direcional. Este site está protegido pela Lei de Direitos Autorais. (Lei 9610 de 19/02/1998), sua reprodução total ou parcial é proibida nos termos da Lei.