Paisagismo

Empreendimentos apostam na sofisticação das áreas comuns como forma de melhorar a sensação de bem-estar do morador e valorizar os imóveis.

Conforme a Lei 10.365/87, da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) do município de São Paulo, é considerado exemplar arbóreo qualquer indivíduo que tem mais de 5cm de DAP (Diâmetro Acima do Peito), considerando “Acima do Peito” a medida de 1,30m. O que difere então o Remanejo Arbóreo do Termo de Compensação Ambiental?

Muitos síndicos têm buscado criar espaços dotados de jardins verticais, especialmente em salão de festas e em áreas externas tipo 'jardins de inverno', proporcionando bem-estar e leveza aos ambientes. A paisagista Tomiko Hatada de Brito mostra abaixo como viabilizar o projeto.

Um festival de folhagens, flores e frutos em jardins e pomares quebra a aridez do concreto e convida os moradores da metrópole ao prazer de viver em seu condomínio.

O despertar na primavera equivale ao fim do período de dormência das plantas, que passam a se expandir em função de uma nova condição de luz e umidade, afirma a paisagista Tomiko Hatada de Brito. “A partir da segunda quinzena de setembro começa uma época boa para plantar. Precisamos seguir a lei da natureza e respeitar o período anterior, de latência, quando as plantas descansam e aproveitamos para fazer a limpeza dos jardins”, completa. A dormência pede, inclusive, que se modere a adubação, orienta Tomiko.

Os síndicos e gestores de condomínio devem ficar atentos à importância do trabalho preventivo e planejado, como vem sendo feito de forma pioneira no Condomínio Parque Aclimação (CPA), em São Paulo.

Os meses de junho a setembro são os mais secos da cidade de São Paulo e região metropolitana, produzindo uma paisagem às vezes desoladora de folhas secas e amareladas nos jardins dos condomínios. A paisagista Tomiko Hatada de Brito mostra abaixo como diminuir o impacto do clima sobre a vegetação.

Arquiteta especializada em paisagismo, Daniela Sedo orienta a seguir sobre espécies indicadas para os mais diferentes espaços dos edifícios, lembrando que é apenas um recorte. Existe ampla variedade que se adapta ao clima brasileiro, pondera.

Fonte de orgulho entre muitos síndicos, os jardins dos condomínios pedem cuidados frequentes por causa da necessidade de regas, de podas e dos riscos de ataques de cupins. Mas vale o esforço mesmo em época de falta d’água, pois eles trazem bem-estar e ajudam a valorizar os imóveis.

Um bom projeto de paisagismo articula cores e volumes diferenciados em relação às diversas espécies de vegetação, além de combinar o plantio de árvore, gramínea, flores e trepadeiras dos tipos mais adequados para cada ambiente. O fato é que o paisagismo deve viabilizar o desenvolvimento das espécies com harmonia, mobilizando todos os sentidos do homem, com bem-estar e conforto, recomenda a arquiteta Carla Moraes, especialista na área. De outro modo, ele não pode trazer problemas extras aos síndicos, como danos ao sistema de impermeabilização. 
Além de desenvolver projetos, Carla trabalha também com manutenção, tema que será abordado logo a seguir. No final deste texto, a arquiteta e paisagista orienta síndicos e condôminos quanto às espécies apropriadas para jardineiras suspensas, jardineiras no solo, áreas com sombra ou meia sombra, entre outras.

O Condomínio Ilhas Gregas, no bairro de Cidade Jardim, em São Paulo, possui três mil metros quadrados de jardins e tem seis torres espalhadas em 10 mil metros quadrados de área, sendo que três mil metros são compostos por jardins, projetados pelo arquiteto paisagista Benedito Abbud. O síndico Luiz Domingues dedica atenção especial a eles e revela o segredo de manter toda essa área verde à disposição dos condôminos: “Para cuidar de um jardim é preciso, em primeiro lugar, gostar. Ele é como uma criança pequena, que precisamos proteger, adubar, cuidar. Vivemos em uma selva de pedra. Além de embelezar esteticamente o condomínio, vale a pena ter um bonito jardim. O nosso é muito bem aproveitado. Até o playground fica no meio das árvores”, diz.

O atual Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo (a Lei 11.228/92) determina que, para efeitos de insolação e areação, os imóveis mantenham ao menos 15% de sua área permeável, livre de construções ou pavimentos, permitindo a absorção das águas pluviais. Os demais municípios costumam se inspirar na legislação paulistana para assegurar qualidade de vida à população e evitar os transtornos das inundações. Para os condomínios, a lei traz muitos benefícios, principalmente se o espaço for dotado de projetos paisagísticos adequados ao clima e às características do solo da região, à posição do imóvel e às necessidades dos residentes. Isso tudo exige conhecimento, estrutura e qualificação profissional, a exemplo do que é oferecido pela Serv-San, um dos mais tradicionais nomes do mercado de implantação e manutenção de áreas verdes no Brasil.

Em tempos de sol a pino, céu azul e temperaturas elevadas, as piscinas costumam proporcionar sensação de frescor, prazer e diversão. Especialmente se o entorno estiver dotado de um belo tratamento paisagístico. Mas para empresas e profissionais que lidam com o assunto, a piscina surge também como sinônimo de muito trabalho, destaca o engenheiro Sérgio Almeida Teixeira Leite, proprietário da Semab, empresa que fabrica e comercializa equipamentos para tratamento físico da água, entre muitos outros produtos e serviços.