Segurança

Em sua palestra no Encontro dos Síndicos realizado pela Direcional Condomínios, no último dia 5 de outubro em São Paulo, o consultor em segurança José Elias de Godoy voltou a defender que os síndicos e condôminos pensem de forma integrada a proteção das edificações.

A ideia do Vizinhança Solidária brotou em 2003 no município de Santo André, no Grande ABC (SP), mas foi a partir da divulgação e dos resultados obtidos pelos prédios do Itaim Bibi que a proposta acabou se notabilizando.

Condomínios em São Paulo, Capital, estão se articulando para reforçar o sistema de segurança em sua área externa, ao integrar a comunicação com os demais prédios, trocar informações sobre tentativas ou ocorrências de invasão, orientar funcionários e moradores, além de prevenir novas ações dos bandidos.

O governo sancionou em agosto passado a Lei Federal 13.477, que trata da instalação de cercas ou barreiras eletrificadas nos domicílios brasileiros. Ela imputa responsabilidades aos proprietários e/ou ocupantes dos imóveis em relação a cuidados na implantação desses equipamentos, como:

O arrombamento de uma unidade do Condomínio Edifício Flávia e Fernanda, empreendimento de duas torres localizado no bairro da Aclimação, área central de São Paulo, deu o alerta para os seus moradores há cerca de três anos.

A automação ou portaria virtual implica na necessidade de o condomínio reforçar os procedimentos de acesso e controle, aponta o advogado Cristiano De Souza Oliveira.

“Quando o síndico começa a entender como funciona a portaria virtual, percebe que terá que enfrentar uma série de barreiras. Mas, conforme as pessoas vão entendendo a operação, veem que o sistema pode operar até melhor.” (Sérgio Meira de Castro Neto)

Pressionados pela violência nas cidades e pelo aumento dos custos, com pouca margem para reajustar a taxa condominial, os gestores estão procurando otimizar o controle de acesso dos prédios.

O dia 14 de junho passado ficou marcado pela tragédia do edifício residencial Grenfell Tower, em Londres, atingido por um incêndio que matou 79 pessoas.

Consultor da área de segurança, autor de livros voltados aos gestores dos condomínios e oficial da reserva da Polícia Militar de São Paulo, José Elias de Godoy apresenta a seguir uma análise do perfil das portarias na atualidade, bem como das funções dos profissionais que atuam no setor.

O gestor de condomínios Audrey Ponzoni, diretor comercial e de estratégia de uma grande empresa do setor imobiliário, pondera que “a portaria virtual traz mais benefícios do que o porteiro presente, porém, em algumas ocasiões, este se mostra mais eficiente”.

O síndico Luciano Gennari, do Condomínio Edifício Flamboyant, residencial de apenas onze unidades localizado no Morumbi, zona Sul de São Paulo, optou há cinco anos pela automatização da portaria, preservando somente o manutencista com contrato de trabalho.

A tecnologia oferece muitas opções aos síndicos para organizar o controle de acesso e a segurança do prédio. A portaria virtual (com abertura dos portões por um funcionário remoto) ou a automatizada, com intervenção somente do morador, é o ponto que suscita mais dúvidas entre os gestores. Saiba o quê, quando e como fazer.

Feita para proteger o perímetro do condomínio, a cerca elétrica pode se transformar em uma arma se estiver inadequada às leis e normas técnicas relativas ao assunto, como a NBR IEC 60335-2-76, adverte o engenheiro de perícias e segurança do trabalho, Ayrton Barros. Há requisitos para a fabricação e também instalação do produto, como mostra o resumo abaixo:

Enquanto o quadro da segurança pública se mantiver incerto, síndicos e condôminos deverão continuar concordando em pelo menos um ponto: os investimentos na rede de proteção das edificações permanecerão inevitáveis e inadiáveis.

O condomínio acaba de ser entregue no bairro do Tatuapé, área valorizada da zona Leste de São Paulo, com fachada em pastilhas, varandas gourmet, dois subsolos de garagem (comportando de três a quatro vagas por cada uma das 100 unidades, além de depósitos individuais) e infraestrutura moderna de lazer (piscinas coberta e descoberta, quadra, salão de festas, duas churrasqueiras etc.).

O mercado oferece aos condomínios ampla diversidade de câmeras para compor seu sistema de CFTV.

Como todo prédio antigo e de poucas unidades, no Condomínio Edifício Boulevard se destacam a robustez e o espaço abundante nos apartamentos, assim como, de outro lado, a pequena arrecadação e inúmeras demandas por obras e serviços. Com 20 moradias e datado de 1957, o condomínio acaba de ter a portaria automatizada.

Maior evento do segmento de segurança patrimonial da América Latina, a Exposec | International Security Fair acontece nesse mês em São Paulo, marcando sua 19ª edição, em um cenário de otimismo para o setor, aponta a presidente da Abese, Selma Migliori.

Casos inusitados e até ousados de invasões em condomínios foram desvendados no primeiro trimestre deste ano pela Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Os equipamentos evoluem para acompanhar as necessidades crescentes de segurança física e patrimonial nas grandes cidades. Enquanto isso, os condomínios reforçam seus sistemas com tecnologia de ponta, treinamento e novos procedimentos de controle de acesso, para vencer a astúcia dos criminosos.

A revista Direcional Condomínios traz mais uma participação do consultor de segurança José Elias de Godoy, que dá detalhes sobre como deve ser projetada uma guarita, especialmente se o condomínio optar pela blindagem.

Quando decidiu investir na revitalização Condomínio Maison Du Rhone, simpática edificação de 30 anos localizada no Campo Belo, zona Sul de São Paulo, a Síndica Nelza Gava Huerta apostou na repaginação completa da guarita, com blindagem de suas estruturas, como forma de proteger melhor o porteiro, reforçar as barreiras contra acessos indesejáveis e melhorar o padrão estético do local. Foi preciso derrubar a antiga e construir novo corpo em alvenaria, dotado de espaços para uso do funcionário, como banheiro.

Os equipamentos de segurança dos condomínios devem contar com o suporte de recursos de comunicação e ser capazes de sinalizar e barrar situações de vulnerabilidade. Caso contrário, não terão eficácia. Por exemplo, de nada adianta a abundância de câmeras no CFTV se não houver alarmes, afirma o consultor em segurança patrimonial e delegado do Grupo de Operações Especiais da Polícia de São Paulo, Luís Renato Mendonça Davini. Também é fundamental contar com o apoio de uma central de interfones, de sensores e cercas elétricas. Nesta edição, a revista Direcional Condomínios mostra como devem funcionar alguns desses sistemas para que a segurança ganhe eficácia.

Os sistemas de CFTV representaram 46% das vendas de equipamentos eletrônicos de segurança em 2014, conforme balanço divulgado pela Abese (Associação Brasileira das Empresas do setor) durante a 18ª Exposec, feira promovida no primeiro semestre deste ano. Sistemas de controle de acesso e alarmes responderam por dois outros nichos fortes, com participações, cada um, de 23% do mercado. Também entre os condomínios, os três itens mais vendidos foram controle de acesso, CFTV e alarmes.

Durante uma feira do setor de automação predial, realizada em São Paulo no final de julho, a síndica Angela Orefice percorreu os estandes para conhecer soluções em portaria virtual eletrônica, que dispensam a necessidade de funcionários na guarita. Essa é uma das novidades do mercado, que utiliza os aparatos digitais e a transmissão em banda larga pela internet para fazer a triagem remota de quem entra nos edifícios.

O serviço de portaria e controle de acesso de pessoas, veículos e mercadorias de um condomínio é realizado em regra por um ou mais porteiros. Este serviço pode ser facilitado ou dificultado dependendo, dentre outras coisas, dos meios de apoio que este profissional possua a sua disposição. Estamos falando de radiocomunicadores, sistemas de interfones, circuito fechado de TV (CFTV), sistema de identificação eletrônico dos veículos, além dos cadastros. Sim, cadastros de moradores, de veículos, empregados domésticos, prestadores de serviço habituais etc. Vamos nos atentar ao cadastro de moradores.

Percebi que vocês tem câmeras pra todo lado! ...

A tecnologia de segurança está em sua 3ª geração e deve apresentar em maio, em São Paulo, durante feira do setor, câmeras em altíssima resolução, em Full HD. Porém, 90% dos mais de 60 casos de invasão em condomínio registrados na cidade em 2014 ocorreram pelos acessos da frente, reforçando a necessidade de integrar equipamentos, treinamento e procedimentos.

Quatro condomínios residenciais da Vila Formosa, na Zona Leste de São Paulo, se uniram a estabelecimentos comerciais e escolas do seu entorno e resolveram abraçar o Programa Vizinhança Solidária, coordenado pelo 8º Batalhão da Polícia Militar e apoiado pelo Lions Clube e o Conseg local. A experiência de unir moradores, comerciantes e prestadores de serviço de um bairro em favor de um programa preventivo de segurança foi iniciada há cinco anos na região do Itaim Bibi (zona Sul) e passou antes por um piloto no ABC, para começar a ser replicada em outras áreas da Capital paulista.

O corredor de ônibus da Av. 9 de julho, no trecho compreendido entre as avenidas São Gabriel e Cidade Jardim, é uma conquista recente dos síndicos agrupados em um dos bolsões que compõem o programa Vizinhança Solidária do Itaim Bibi, em São Paulo. O programa se notabiliza pelo pioneirismo de uma iniciativa que começa a replicar em outras regiões da cidade. Ele representa a mobilização de um coletivo de condomínios - no caso, mais de cem -, em prol da segurança do bairro, com apoio da PM local e do Conselho de Segurança (Conseg).

Os arrastões contra condomínios em São Paulo estão diminuindo, algumas quadrilhas foram presas e os próprios criminosos preferem aplicar hoje golpes mais sutis e pontuais, avalia José Elias de Godoy. Oficial da Polícia Militar de São Paulo, consultor de segurança para condomínios e autor de livros na área, José Elias orienta os síndicos a se prepararem para evitar essas armadilhas.

Um trecho da Vila Mariana que compreende as imediações do Parque do Ibirapuera, a Avenida Brigadeiro Luís Antônio, a Rua Vergueiro e a Rua Sena Madureira registra hoje a participação de pelo menos 40 condomínios no Programa Vizinhança Solidária, coordenado pela 2ª Companhia do 12º Batalhão da Polícia Militar na Capital. O projeto começou a ser articulado no local há cerca de cinco meses e agora abrange também casas, comércio, escolas e o Consulado da Bolívia, além de contar com a participação do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg).

As cenas dos arrastões nos condomínios diminuíram no noticiário de 2014, mas cederam espaço a golpes dados contra as portarias, visando a apartamentos que acumulam valores. Especialistas insistem que se invista em melhorias nos equipamentos, procedimentos e em treinamento.

Condomínios em quadrinhos

“O ideal é que tudo que envolva segurança seja feita de forma preventiva”

Possuir câmeras instaladas em lugares estratégicos representa, sem dúvida, um recurso importante para que o condomínio reforce sua segurança. Mas as câmeras, por si só, têm poder preventivo limitado se não estiverem apoiadas em outros mecanismos de prevenção, como o armazenamento das imagens em local seguro; a existência de eclusas; o ponto de localização das portarias, de forma a proteger o seu funcionário; a adoção de vaga de pânico na garagem; de regras firmes de acesso, e que sejam acatadas pelos condôminos; a blindagem da guarita; e até mesmo o posicionamento correto do circuito de CFTV.

Neste ano pudemos acompanhar no Brasil um dos maiores shows do planeta, a Copa FIFA 2014. O evento esteve presente em várias cidades do País, movimentando um dos maiores patrimônios em encontros internacionais desta magnitude, que são os turistas, e em sua maioria representados pelos próprios brasileiros.

Evento aconteceu na Expo Imigrantes, zona Sul de São Paulo, e recebeu público de 38,7 mil pessoas.

Os constantes ataques a condomínios podem ser minimizados com investimento e organização, iniciando-se pela adequação das guaritas aos riscos cada vez maiores de arrastões. Isso significa, entre outros, adequá-las com modernos recursos eletrônicos; proteger os porteiros com a chamada clausura dos acessos de pedestres e veículos; dotá-las de ar-condicionado e até mesmo gerador próprio; e providenciar a blindagem de toda a sua estrutura.

Os 103 condomínios que participam do Vizinhança Solidária estão organizados em grupos ou bolsões, cada qual com um método próprio de comunicação. Alguns deles, por exemplo, trocam informações várias vezes ao dia por rádio, mantendo uma rotina de contato e repassando qualquer tipo de anormalidade observada na rua. São procedimentos previamente combinados e que precisam ser respeitados pelos funcionários de todos os empreendimentos que compõem o grupo. Já alguns síndicos, como nos bolsões representados por Luzia Maziero Fernandes, Maristela Campos Bernardo e Elizabeth Langendoerfer, mantém-se conectados a qualquer tempo via email ou telefone e chegam a se reunir duas vezes por mês: uma para atividades do programa e, outra, para confraternização em um restaurante do bairro.

Síndicos se articulam com a comunidade, reforçam os sistemas de segurança e buscam conhecer o chamado modus operandi do crime para dificultar a ação das quadrilhas que se "especializaram" em arrastões.

Todo sistema de segurança em uma edificação deve estar focado na busca da máxima eficiência, ou seja, em evitar que haja invasões de seu interior, tanto das áreas comuns quanto das unidades privativas. Entretanto, quando um condomínio é rendido, qual deve ser a forma mais correta de agir? A orientação é deixada aqui pelo consultor e delegado Luís Renato Mendonça Davini.

Cercas, câmeras, alarmes, blindagem, sensores, monitoramento. A tecnologia avança a passos largos, com sistemas que contribuem para a segurança dos condomínios. No entanto, nada disso tem efeito se não houver o principal: funcionários e moradores devidamente treinados para lidar com os equipamentos e adotar condutas preventivas no dia a dia. Tanto é verdade que a maioria dos arrastões que aconteceram em São Paulo este ano foi decorrência de falha humana. Os meliantes sabem que existe uma fragilidade nesse aspecto e contam com ela nas suas ações, adotando as mais variadas formas de ludibriar e render porteiros.

Além da infraestrutura física e do investimento em tecnologia, é preciso buscar procedimentos e hábitos mais cautelosos para proteger os condomínios da onda de arrastões.

Primeiro foi a modernização tecnológica dos elevadores de serviço. Depois veio a reforma das bombas d’água, a readequação dos para-raios e das lâmpadas da garagem, para então instalar um sistema de CFTV, com 32 câmeras distribuídas conforme o planejamento realizado por empresa especializada. O próximo investimento recairá sobre a implantação de um programa de monitoramento para reforçar a segurança dos moradores dos edifícios Flávia e Fernanda, localizado no bairro da Aclimação, em São Paulo.

Especialistas em segurança condominial alertam que os bandidos acessam os condomínios especialmente pela porta da frente, em falhas de procedimentos, ou mesmo na total ausência deles. Apesar dessa tendência, o perímetro não pode ser descuidado. “Há dois tipos de invasão a condomínios: a entrada autorizada, quando o porteiro abre o portão para o bandido entrar, ou a forçada, menos comum. De toda forma, o grande objetivo ao melhorar a segurança do perímetro do condomínio é inibir as invasões”, pondera o especialista Nilton Migdal, graduado em Engenharia Civil pela Universidade de São Paulo, com especialização master em Business Security.

Algumas regras e condutas devem ser seguidas pela portaria no controle de acesso de oficiais de Justiça, corretores, policiais e ex-cônjuges ao interior dos condomínios.

Em um dos mais recentes arrastões a prédios residenciais ocorridos em São Paulo, um porteiro saiu de uma guarita blindada para deixar o lixo na rua, momento em que foi rendido, o que permitiu a entrada dos assaltantes no interior do condomínio. O episódio aconteceu no final do mês de julho, na região do Brooklin, zona Sul da cidade. “São Paulo registra pelo menos um assalto mensal a edifícios de alto e médio padrão”, observa o delegado e consultor na área, Luís Renato Mendonça Davini. Segundo ele, grande parte é motivada por falha humana, o que torna vulnerável todo um aparato físico e sofisticado de proteção.

Cuidados especiais com a proteção perimetral

Quando o assunto é a segurança do condomínio, proteger o perímetro de invasões deve ser uma das principais preocupações. As cercas eletrificadas e as concertinas são os equipamentos mais utilizados para esses casos. Ambos funcionam como barreiras físicas, sendo que a concertina (nome comercial da proteção perimetral perfurante fabricada em aço especial) tem um visual mais agressivo. “Já a cerca elétrica causa menor impacto no ambiente, mas age também psicologicamente sobre o invasor”, admite Carlos Alberto Progianti, vice-presidente da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança).

Equipamentos em dia evitam falsos disparos

O síndico profissional Nilton Savieto, que comanda 12 edifícios na cidade (metade deles residenciais e metade comerciais) é taxativo: os falsos alarmes são um sério problema nos condomínios. “Acredito que 95% dos alarmes, ou até mais, são falsos. As causas são várias: passarinhos, gatos, vento ou plantas que fazem os sensores dispararem o dispositivo”, aponta o síndico.

Não Importa o tamanho do condomínio. Dos pequenos edifícios aos grandes empreendimentos, com várias torres, o controle de acesso de moradores, visitantes e prestadores de serviços é fundamental para a segurança. Segundo o consultor de segurança condominial Eduardo Lauande, independentemente do número de unidades do edifício, deve haver um cadastro de condôminos, para que, em caso de dúvidas, o porteiro possa consultar o banco de dados com o registro fotográfico dos moradores.

É o cabo de aço do portão basculante que quebra, as roldanas do modelo de correr que não aguentam tanto abre e fecha, as fechaduras elétricas que vivem com defeito. Todo síndico sabe bem das exigências cotidianas com a manutenção dos portões, elementos fundamentais na segurança dos edifícios.

O FATOR HUMANO

Os arrastões continuam acontecendo nas grandes cidades, a despeito da utilização de aparatos tecnológicos cada vez mais sofisticados. As quadrilhas se aproveitam de brechas deixadas pela ausência ou o descumprimento de procedimentos de segurança e invadem os condomínios por um dos setores mais controlados, as portarias e as garagens. Confiram os cuidados necessários à prevenção e proteção.

OLHARES INTEGRADOS A TODO O SISTEMA

Elizabeth Grabenweger é síndica há pouco mais de três meses e não teve dúvidas de onde deveria começar as melhorias necessárias quando assumiu. A segurança do condomínio foi prioridade. “Há 30 anos não se investia no prédio. Além do mais, estávamos muito defasados em termos de procedimentos. Para se ter uma ideia, ainda era permitida a entrada de entregadores nos andares durante o dia”, conta a síndica. Em relação aos equipamentos, o prédio tinha poucas câmeras, que não gravavam. Hoje, os porteiros já contam com a visualização, no monitor da portaria, de dez pontos do edifício através do CFTV.

Paredes pintadas, equipamentos em ordem. O vandalismo acaba com qualquer manutenção cuidadosa. Saiba como eliminar esse problema do seu condomínio.

Mesmo investindo em equipamentos eletrônicos, o síndico não deve descuidar da formação dos funcionários.

Condôminos descontam sua ira cotidiana especialmente nos funcionários de edifícios. Há casos em que o morador violento pode ser considerado anti-social.

Locais apropriados para a prática de exercícios, espaços de convivência e de relaxamento contribuem para prevenir doenças e trazer qualidade de vida aos moradores.

Algumas serralherias estão às portas da maturidade, completando 40 anos de atividades, e acompanharam toda a transição da mudança no uso da madeira ou ferro nas janelas das edificações pelo alumínio, um material mais leve e que proporciona melhor acabamento. Acompanharam ainda as mudanças da sociedade e passaram a oferecer itens indispensáveis à segurança, como clausuras e automatizações. Outras se lançaram há pouco tempo no mercado, mas estão concentradas no atendimento a toda e qualquer demanda dos condomínios, na qualidade dos serviços e em oferecer preços competitivos para chegar com igualdade de condições ao cliente. Mas todas, de maneira geral, dispõem-se a orientar bem o síndico ou administrador sobre as melhores soluções para cada necessidade, recomendando, por exemplo, a utilização do ferro nos lugares onde é preciso garantir segurança e resistência.

Indispensável à realização dos procedimentos de segurança, especialmente no controle de acesso dos moradores, trabalhadores, visitantes e veículos, o cadastro atualizado dos proprietários e moradores garante o bom andamento da administração do condomínio.

Levantamento nacional realizado junto às escolas públicas pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) aponta que o contato com as drogas lícitas, principalmente o álcool, representa a porta de entrada de jovens e adolescentes no vício das ilícitas.

Quando se escolher morar em um condomínio, uma das maiores vantagens é a segurança. Para atingir esse objetivo, os prédios investem cada vez mais em equipamentos eletrônicos. Um deles é o alarme monitorado. Hoje, é um dos serviços indispensáveis para controlar a entrada de invasores nos prédios.

O condomínio deve contar com procedimentos a serem seguidos para a entrada de visitantes, entregadores, prestadores de serviços e corretores de imóveis.

No cockpit do prédio, comando e estrutura invioláveis 

A integração entre alarmes e controle de acesso ou entre equipamentos de prevenção a incêndio confere mais agilidade aos sistemas, diminui riscos por falha humana e dá mais tranquilidade aos condomínios.

Os modernos sensores de presença ajudam na economia de energia. E, com as luzes de emergência em dia, o condomínio fica mais seguro.

É possível deixar o condomínio mais seguro complementando equipamentos adequados, treinamento dos funcionários e procedimentos de segurança.

Além da inovação tecnológica, a proteção dos condomínios avança também na área comportamental. A ideia é focar no treinamento dos colaboradores e na mudança de postura dos moradores.

Um bom projeto de segurança para um condomínio deve somar equipamentos confiáveis, treinamento dos funcionários e colaboração dos moradores. Cerca elétrica, clausuras, câmeras coloridas digitais, interfonia digital, holofotes para clarear a rua, etc., não funcionam se os funcionários e moradores não estiverem devidamente preparados para utilizá-los. A comunicação é parte fundamental no projeto de segurança do condomínio.

Com o aumento da violência, cresce cada vez mais o número de condomínios que investem em segurança. O alvo dos criminosos, na maior parte dos casos, é a guarita. Blindar o local, portanto, é indicada para garantir a segurança de todos.

Confira abaixo um conjunto de 62 artigos aprovados em assembleia de moradores de um condomínio residencial de São Paulo, os quais estabelecem normas de segurança que devem ser cumpridas por todos.

Muitos condôminos se irritam com medidas restritivas de acesso ao condomínio, especialmente em relação a visitantes, entregadores e prestadores de serviços. Procure encarar esses procedimentos como um mal necessário. Os bandidos se aproveitam justamente de momentos de desatenção ou desleixo na segurança para agir. Elogiar a ação dos funcionários do prédio é fundamental para o aprimoramento do trabalho.

Um sistema eletrônico de segurança tem a função de prevenir; ele detecta e avisa quando alguma irregularidade acontece. Os sistemas eletrônicos envolvem subsistemas, que são as centrais de alarmes, os controles de acesso (videoporteiros, catracas, leitores de cartões) e os CFTV (circuitos fechados de televisão e vídeo). Esses subsistemas trabalham integrados entre si e é fundamental, para seu bom funcionamento, que tenham instalação adequada, feita por pessoal especializado.