Segunda, 26 Agosto 2019 00:00

A comunicação na relação entre o conflito e a mediação

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São milhares os desafios no dia a dia de um síndico. Porém, uma habilidade que ele deve ter, que faz toda diferença de como lidar com esses desafios, é a comunicação.

A forma como se transmite uma informação, fecha-se um contrato, relaciona-se com fornecedores, funcionários, moradores, o difere de forma positiva ou negativa dentro de um condomínio.

Para o síndico, a função que, naturalmente faz parte do pacote de tarefas é a gestão de pessoas.

Fácil? Longe disso...

Com tantas pessoas envolvidas na dinâmica diária de um condomínio, a falha de comunicação é a principal causa que se atribui aos conflitos, e essas falhas podem vir de quaisquer pessoas: de moradores, de funcionários, de prestadores de serviços.

As consequências são inúmeras, como, por exemplo, discussões, rompimentos das relações, criação de um ambiente hostil, intolerância, impontualidade, desestímulo, improdutividade, prejuízo financeiro, até mesmo agressões físicas, dentre outras.

A forma de falar, o jeito, entonação de voz, expressões faciais, ou até mesmo passar e não dar um "bom dia", podem ser motivos para dar início a um futuro conflito.

Gerenciar emoções que podem chegar de qualquer jeito, dependendo da situação, através de medo, raiva, alegria, decepção, descontentamento, tristeza é, realmente, demais...

Porém, o síndico pode detectar uma situação que poderá piorar, ou ele pode detectar que a situação já ultrapassou o limite do respeito e virou um conflito, podendo propor aos envolvidos, ou se valer da mediação para zerar possíveis desconfortos comportamentais, divergências de opiniões ou de sentimentos.

A mediação é uma poderosa aliada do síndico e para todos que fazem parte do condomínio, pois, diante de tantos acontecimentos e imprevistos, é muito difícil conseguir resolver sozinho.

Como abordar um assunto delicado?

Como lidar com moradores que estão se estranhando há tempos?

Como os funcionários cumprirem seus afazeres com produtividade?

Como fazer cumprir um serviço acordado e não acabado?

Como lidar com as fofocas?

Questões simples podem ser pedrinhas diárias no caminho, fazendo com que se tornem maiores e mais pesadas. Tudo isso pode ser encaminhado com a ajuda de um profissional capacitado para facilitar o diálogo, o mediador, que, de forma organizada, ajuda os envolvidos a tirarem esse incômodo da frente e a resolverem suas diferenças de forma amigável e pacífica.

Sem burocracia, de forma rápida, econômica, voluntária, informal, sigilosa, com a mediação é possível restabelecer o diálogo. Em um condomínio, as pessoas envolvidas podem se encontrar nas áreas comuns, e esse encontro não precisa ser desconfortável, pode ser amigável, cortês.

Portanto, façam uso da mediação. Todas estas observações acima acontecem constantemente e a mediação, prevista na Lei 13.140/15, dá aos interessados a segurança jurídica de ser um instituto legal e seguro.


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Ana Virginia Natrielli Cruz de Sillos

É advogada e mediadora, titular do Instituto de Mediação Imediate.
Mais informações: www.imediate.com.br

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