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Por Helio Souza & Felipe Cavalcante

“Já são 4h da manhã, recebo uma ligação no meu celular.
Demorei para atender pois o telefone fica no silencioso à noite, vida de síndico não é fácil, lidar com solicitações de 750 famílias é um trabalho para quem tem disposição. Depois de atender, percebi que era da portaria, avisando que os apartamentos de 3 andares de um dos blocos estavam completamente alagados, quem avisou foi o Pedro, morador do apartamento 32B, que escorregou na água quando foi ao banheiro na madrugada. Não estou enxergando nada, pouco entendo do que estão falando, me troco rápido para descer, afinal sou o responsável. No caminho até lá, vou pelas escadas, pois os elevadores não estão funcionando, só fico pensando se o seguro vai pagar ou não os prejuízos!!”

Diante da atual crise financeira do País, com taxa de desemprego de dois dígitos, a mais elevada desde que a série histórica da Pnad Contínua do IBGE começou a ser divulgada, muitos condomínios temem o aumento da inadimplência. Temem ainda fechar o ano no vermelho e encontram dificuldades para elaborar a previsão orçamentária do próximo exercício. Seria possível baixar o valor do rateio sem negligenciar as necessidades do condomínio? Como fechar essa difícil matemática?

Ser síndico em um condomínio muitas vezes se assemelha ao cargo de diretor ou presidente de uma pequena ou média empresa, com a implantação de grandes empreendimentos.

Infelizmente, no Brasil, ainda temos uma cultura de remediação e não de prevenção. Isso acontece de forma preponderante no setor de condomínios residenciais e comerciais, nos quais o auditor só é lembrado quando ocorre um desvio, quando as contas não são aprovadas ou, ainda, quando paira alguma dúvida sobre a conduta do síndico ou administradora.