Quinta, 14 Janeiro 2021 00:00

Hall social, o cartão de visitas do condomínio

Escrito por 

Piso em ardósia revitalizado resgata imponência e leveza do ambiente.

Muitas são as modas que vêm e vão em relação aos acabamentos e decorações das áreas comuns nos edifícios. Estou falando principalmente de edifícios das décadas de 80 e 90, onde a moda em acabamentos de piso era a imponente e nobre Ardósia. Ela é considerada uma das pedras mais duráveis para construção, enfeitando as várias áreas em comum como um revestimento de alto padrão.

Originalmente nas cores cinza, preta e grafite, com sua superfície lisa, algumas mais uniformes e outras com lindos veios, suas peças podiam receber diversos acabamentos e formatos. Alguns acabamentos das décadas de 80 e 90 eram os tons cinza, preto e verde, sendo a preferência o acabamento com brilho para fácil limpeza e manutenção. A ardósia é uma pedra com possibilidade de ser colocada em ambientes externos, internos e úmidos, pois tem grande durabilidade devido à sua baixa absorção de água. E o preço do metro quadrado sempre foi bem atraente.

O Edifício Ilha de Guadeloupe, onde sou síndica, em São Paulo (SP), possui uma extensa área interna em ardósia, envolvendo os dois halls sociais, o salão de festas e os lavabos. Podemos considerar em torno de 110 metros quadrados de piso. Mas sua aparência vinha apresentando um aspecto de antigo e antiquado. A superfície estava com um tom amarelado devido a inúmeras ceras recebidas ao longo do tempo, bem como pela incidência do sol, que bate com frequência nesses ambientes. Havia ainda pontos onde a própria cera já havia desgastado. Isso mostrava uma grande necessidade de atenção a toda essa área.

Se fôssemos pensar na moda atual, iríamos promover a troca do piso. Removendo o mais antigo e dando espaço a porcelanatos de variados desenhos com a ilusão de trazer modernidade. Isso tem sido uma grande tendência nos halls e salão de festas de edifícios com idade entre 20 e 35 anos.

Mas, pensando na conservação e valorização de nosso patrimônio, além do custo que essa grande remoção iria gerar e, principalmente, no que já tínhamos instalado, um piso muito mais resistente que a cerâmica e o porcelanato. Um piso nobre, de alto padrão, que deveria ser preservado e recuperado. A própria resistência do piso durante 30 anos também foi um fator decisivo para a revitalização desta pedra tão nobre, decisão que resolvemos encaminhar à apreciação dos condôminos.

Fizemos então uma seleção prévia de fornecedores e a apresentação da proposta em assembleia. Assim, foi aprovada a contratação de uma empresa de revitalização de piso. O serviço foi realizado em diversas fases, incluindo uma raspagem e lavagem delicada, a troca do rejunte, tudo feito com muito capricho e mão de artesão para evitar quebrar o desenho. Conforme o serviço avançava, conseguíamos rever aquela beleza imponente da ardósia cinza, ampliando mais ainda as áreas tratadas.

Optamos pelo acabamento fosco com uma proteção de selante, que trouxe leveza e modernidade. Uma arquiteta decoradora foi contratada para compor o novo mobiliário do ambiente, imprimindo mais uma marca de Conservação e Valorização do Patrimônio de nosso prédio.


Não reproduza o conteúdo sem autorização do Grupo Direcional. Este site está protegido pela Lei de Direitos Autorais. (Lei 9610 de 19/02/1998), sua reprodução total ou parcial é proibida nos termos da Lei.


Cristiane Bittencourt Reis

Síndica orgânica há cinco anos no Edifício Ilha de Guadeloupe, na Vila Madalena, em SP, tem formação em síndica profissional pela Gabor RH. É graduada em Comunicação Social, com MBA em Recursos Humanos pela USP e educação continuada em Finanças, RH e Administração pela FGV. Tem 20 anos de experiência na área administrativa em empresa privada e é sócia da Ruffino & Alvim Empreendimentos e Administração de Imóveis. Possui ainda cursos de Gestão em Qualidade de Vida pela FEA-USP PROGEP, Administração de Conflitos e Qualidade Máxima no Atendimento ao Cliente, os dois últimos pelo Sebrae.
Mais informações: cristianesindica@hotmail.com