Síndicos têm várias opções de revestimento para as garagens

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Apesar de sofrer um esforço contínuo de arrancamento da superfície, causado pelo movimento dos pneus dos carros, os revestimentos das garagens podem ter uma vida longa quando escolhidos corretamente. Segundo o engenheiro civil Elorci de Lima, o mercado oferece inúmeras opções aos síndicos:

  1. 1 - Argamassas de bases cimentícias, completadas com aditivos de base acrílica ou PVA. Elas oferecem alta resistência à abrasão e pequena espessura e proporcionam uma aparência homogênea ao piso;
  2. 2 - Em estruturas ou lajes recém-construídas, é possível ainda utilizar um endurecedor de superfície, material líquido próprio, que penetra nos poros da base;
  3. 3 - Resina Epóxi (somente em pisos internos). Apesar do custo mais elevado, produz um ambiente bonito e sofisticado, a exemplo do trabalho contratado em 2013 pelo Condomínio Edifício Varandas do Atlântico, do Guarujá, no litoral de São Paulo. Ali, para uma área de 1.200 m2, foi aplicado revestimento Epóxi no subsolo, intervenção que durou 15 dias e não obrigou à interdição da área.

A obra envolveu três etapas:

  1. a) Preparo da superfície através da correção de imperfeições, além do uso de uma máquina “freza” para eliminar impurezas e ajudar na aderência do revestimento;
  2. b) Polimento mecânico, aplicação de primer selante e da argamassa Epóxi; e,
  3. c) Finalização com o acabamento também em Epóxi, na coloração definida pelo condomínio. 

O trânsito de pedestres pôde ser liberado 12 horas após a conclusão dos serviços e, de veículos, depois de 24 horas.

  1. 4 - Aplicação de material à base de poliuretano. Visualmente parecido com o Epóxi, é mais caro e pode ser utilizado também em ambientes abertos, descobertos;
  2. 5 - Argamassa industrial de alta densidade, apresentando elevada resistência à abrasão e também a impactos frequentes. Indicada para garagens com movimento intenso de veículos, mas sua aparência não fica tão homogênea quanto o Epóxi, por exemplo;
  3. 6 - Granilite. De preço menor que as opções anteriores, esse material é indicado pelo engenheiro Elorci, tanto pelo desempenho (durabilidade) quanto efeito estético. Entretanto, o profissional observa que existe hoje dificuldade de os síndicos ou fornecedores encontrar mão de obra qualificada para executar os serviços. Outra ressalva é que o granilite não forma uma camada monolítica. Ou seja, o revestimento exige a instalação de muitas juntas de dilatação, necessárias também para as argamassas cimentícias. A diferença do granilite para essas é que o primeiro incorpora agregados de granito, em cores diferentes. O polimento dá o toque final ao acabamento deste tipo de piso.    

Reformas

Para o engenheiro civil Rodrigo Vieira, os síndicos enfrentam duas situações mais comuns na hora de definir a intervenção mais adequada para o piso da garagem: ou ele contrata correção de trincas, fissuras e retoques no acabamento; ou promove a construção de uma estrutura totalmente nova, em concreto armado. É o caso indicado para quando aparecem grandes fissuras, marcas d’água e material solto pela superfície, “devido ao alto tráfego de veículos”.

 

São Paulo, 4 de agosto de 2014