Confusão no condomínio (2): “Muito barulho por nada”

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Síndica há seis anos, Maria de Lourdes Barreto destaca que uma das grandes dificuldades de alguns condôminos é compreender que as regras estabelecidas na Convenção e Regimento Interno devem ser seguidas por todos. Não deve haver privilégios. “Como permitir que um porteiro receba um eletrodoméstico e fique com a guarda dele até a chegada do morador?”, exemplifica a gestora. Que completa: “Ao dizer ‘não’, você cria inimigos.” Maria de Lourdes está em seu terceiro mandato à frente Condomínio Edifício Omini, localizado no Jardim Taboão, zona Sudoeste de São Paulo, aonde amealha vários conflitos.

Além da incompreensão, ela acredita que existam pessoas que gostam mesmo de conturbar, “às vezes, fazem muito barulho por nada”. Como aquelas que discordam dos gastos, mas não aparecem na hora de conferir as pastas e participar das assembleias. Ou, ainda, pessoas que se dizem “descontentes” apenas para justificar o atraso no pagamento da taxa de rateio. “Mas elas estão usufruindo da portaria, dos elevadores, da garagem, água etc.”, indigna-se.

A receita para lidar com os aborrecimentos? Ela acredita que o livro de ocorrências, disponibilizado na portaria, representa um bom canal para os condôminos expressar dúvidas, mas a síndica não deixa de recorrer a notificações e aplicação de multas, o que tem lhe gerado muitos dissabores.

 

Matéria publicada na edição - 194 de set/2014 da Revista Direcional Condomínios