Reflexos da sustentabilidade na qualidade de vida e na saúde física e emocional

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A psicóloga Maria José do Amaral Ferreira discorre, no artigo abaixo, sobre os efeitos terapêuticos proporcionados pela sustentabilidade sobre a saúde emocional dos indivíduos.

Vivemos uma crise ambiental planetária de proporções inéditas, da qual o superaquecimento da Terra e as mudanças climáticas constituem as faces mais visíveis. Em função dessa crise, têm encontrado bastante eco, atualmente, questionamentos de modos de vida baseados no consumo ostensivo e perdulário, ambientalmente insustentáveis, que não levam em conta a escassez de água, o risco de extinção de espécies, a ruptura da capacidade regenerativa da Terra, a insalubridade causada pela contaminação do ar, da água e dos alimentos e os efeitos das catástrofes ambientais.

Nesse contexto, a preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade se torna indispensável para garantir nossa sobrevivência enquanto espécie e sociedade, assim como a de todas as demais formas de vida, e para impedir a redução da biodiversidade.

Como garantir, no entanto, que essa preocupação não fique restrita à esfera das políticas públicas, mas se integre ao nosso cotidiano e nele se atualize?

A nosso ver, um dos canais mais propícios para isso é o condomínio (qualquer que seja a modalidade considerada – residencial, comercial, esportivo ou outro). Uma boa incorporação da preocupação ambiental nesse tipo de espaço pode resultar, além da diminuição de custos operacionais, em efeitos benéficos não apenas para a sociedade (com a redução de impactos negativos sobre o meio ambiente), mas também para os indivíduos que ali vivem/trabalham/circulam.

Seguem-se algumas idéias sobre possíveis reflexos da sustentabilidade na qualidade de vida e na saúde física e emocional dos moradores/trabalhadores/frequentadores de condomínios. A discussão e a implementação de medidas visando a sustentabilidade num condomínio pode propiciar:

  • :: aumento do diálogo entre os condôminos, o que possibilita ganhos em termos das relações interpessoais e da sociabilidade, bem como o estreitamento dos laços sociais entre eles;
  • :: melhoria da cooperação mútua e, ao mesmo tempo, da qualidade da coexistência dentro do espaço do condomínio;
  • :: ampliação da consciência sobre a questão ambiental e sobre a responsabilidade social e individual em relação aos problemas a ela ligados;
  • :: reconexão do indivíduo com a comunidade próxima e com a sociedade em geral; mais cidadania, em suma;
  • :: adoção de um modelo responsável de consumo de energia, água e de materiais diversos e encaminhamento sustentável da questão do lixo e demais resíduos;
  • :: impacto positivo na saúde, sobretudo na medida em que se reduzem os índices de poluição e em que se aumenta o conforto ambiental em termos acústicos, térmicos, visuais e olfativos;
  • :: reconexão com a natureza (fazemos parte da natureza e sofremos com as mais diversas agressões a ela);
  • :: revalorização da noção de cuidado (de si e do outro); e,
  • :: reconexão do indivíduo consigo mesmo.

 

(*) Maria José do Amaral Ferreira é psicóloga e analista junguiana, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica. Mais informações no endereço O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

 

 

 

Versão online maio/2011 | SUSTENTABILIDADE


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