Prevenção e a escolha de empresas idôneas são as melhores armas contra as pragas

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Baratas, ratos, mosquitos, cupins, pulgas, formigas e ainda pombos e morcegos. A presença desses insetos e animais pode trazer inúmeros transtornos para o condomínio. Por isso, a prevenção é a melhor arma contra as pragas. Para André Luís Cipriani, gerente comercial da Impacto, o correto seria o condomínio fazer o controle de pragas a cada 90 dias. “O mais comum é o condomínio fazer o procedimento no verão e só repeti-lo no ano seguinte, já que no outono e no inverno a incidência das pragas diminui”, informa.

Pior que a periodicidade longa é optar por empresas que dão a dedetização das áreas comuns sem custo, desde que o síndico permita a pulgação dos serviços para os condôminos. “Ou essas empresas não jogam nada nas áreas comuns ou utilizam produtos para uso agrícola, ao invés do domiciliar. Infelizmente, muitos síndicos ainda vão atrás de preço e não verificam referências da empresa, e nem procuram saber se ela possui o alvará da Vigilância Sanitária”, atesta. Cipriani também alerta os síndicos quanto ao controle dos cupins. “Há o técnico que aparece no condomínio com uma bombinha nas costas e aplica o veneno localizado. O cupim some dali mas aparece nos apartamentos, por exemplo. Recomendamos um tratamento curativo e preventivo, impedindo a entrada dos insetos para depois erradicar os que já estão no condomínio”, aponta. Cipriani ainda orienta para a instalação de barreiras físicas contra a presença de morcegos e pombos. “Não recomendo o uso de gel, mas de espículas ou cabos tensionados, que evitam o pouso dos pombos, e a instalação de telas onde o morcego possa ficar”, explica. A Impacto está há 15 anos no mercado, possui unidades em São Paulo e Campinas e, segundo o gerente, é líder no segmento de atendimento a hospitais. 

José Aparecido Soares de Campos, diretor da Desintec, há 20 anos no ramo de controle de pragas, orienta que o síndico deve exigir da empresa contratada, além do alvará da Vigilância Sanitária, um responsável técnico registrado na empresa (biólogo, agrônomo, químico, veterinário ou farmacêutico). Após a realização do serviço, a empresa deve fornecer um certificado assinado pelo responsável técnico, informando o produto utilizado, a dosagem e o antídoto recomendado. 

Conforme Soares, o controle de pragas, contra ratos, baratas e formigas, deve ser realizado no mínimo duas vezes por ano, assim como a higienização das caixas d’água. “Em condomínios, o nível de infestação costuma ser baixo, e podem ser tomadas medidas físicas para evitar o acesso das pragas”, informa. Contra os cupins, o diretor da Desintec afirma que pode ser realizado o tratamento convencional, que consiste na barreira química em torno da estrutura do prédio, e na infiltração do madeiramento, com a injeção e a pulverização de inseticida em todas as partes de madeira junto à alvenaria, como portas, batentes e guarnições. Outra opção é o controle dos cupins através de iscas, que não exige a desocupação dos ambientes. Estações de monitoramento são instaladas ao redor do prédio e em determinados apartamentos, permitindo que a empresa acompanhe a presença dos insetos.

No caso dos cupins, é importante que a empresa avalie as estruturas do edifício e faça uma proposta técnica para o combate dessas colônias. Segundo Marco Antonio Bertussi, diretor executivo da CCPU, com unidades em São Paulo e Santos, o síndico deve buscar referências da empresa, em locais onde já realizou descupinizações. “O síndico deve receber propostas do tratamento convencional e do através de iscas, e avaliar qual a solução que melhor se enquadra na situação do condomínio”, diz. O ideal, sustenta Bertussi, é o trabalho preventivo. “O momento ideal para se fazer este trabalho preventivo é no início da construção dos edifícios, mas é pouco comum que as construtoras executem este trabalho. Em edificações já construídas, é possível também fazer prevenções nos jardins e outras estruturas do prédio, protegendo o edifício do estabelecimento dessas colônias”, avalia.

Também em relação a outras pragas a prevenção é essencial. Bertussi recomenda que os síndicos fechem contratos anuais de monitoramento, com pelo menos uma visita mensal dos técnicos da empresa. “Desta forma é possível monitorar todas as áreas do prédio de forma contínua, e detectar infestações antes que as pragas possam se estabelecer nas estruturas”, explica, completando que os apartamentos são as principais estruturas que precisam ser monitoradas e protegidas. “Nos apartamentos se encontram as maiores ofertas de alimentos que as pragas necessitam para sobreviver, por isso a importância do serviço ser executado também nestes locais”, esclarece. Bertussi complementa que a iscagem para controle de roedores deve ser feita também de forma preventiva, para evitar a introdução e o estabelecimento de colônias de ratos nas áreas do condomínio.

Na opinião de Juliana Vanessa Erlo, engenheira agrônoma responsável da Nikkey, a periodicidade no controle de pragas do condomínio depende muito das condições do local, como umidade e higienização. “O tratamento nos apartamentos também é importante, pois quando são tratadas apenas as áreas comuns algumas pragas podem se alojar nos locais não tratados e escolher como fuga os apartamentos”, orienta. As pragas mais comuns, conforme Juliana, são cupins, baratas, formigas, brocas, ratos. A engenheira recomenda que se faça a desratização para monitorar se há ou não ratos: “Esse tratamento é realizado através de iscas e conseguimos verificar se há ou não a presença da praga devido aos vestígios deixados por ela.”

Quanto aos cupins, Juliana comenta que a Nikkey é mais procurada pelos síndicos quando os danos materiais começam a aparecer. A empresa trabalha com o tratamento convencional, químico, e com o sistema Sentricon, específico para cupim subterrâneo (coptotermes gestroi). Juliana explica que o sistema é baseado em iscas e não há contaminação química, pois tanto as pessoas quanto o meio ambiente não têm contato com o princípio ativo, o hexaflumuron. “São dois tipos de iscas: de solo e aérea. As iscas de solo são instaladas em todo o perímetro da construção onde os cupins estão atacando e as aéreas são instaladas onde os cupins estão tendo atividade termítica. Este sistema é ‘curativo e preventivo’, pois após o extermínio da colônia de cupins, e se o cliente quiser manter o contrato, estaremos monitorando as iscas. Caso ocorra um novo ataque de outra colônia o local estará protegido e os danos serão bem menores”, explica. 

Conforme Juliana, a Nikkey é pioneira na aplicação do Sentricon no Brasil: “Participamos das pesquisas antes mesmo do produto chegar ao mercado.” A Nikkey atua há mais de 10 anos no setor, e tem uma equipe técnica composta por 34 engenheiros agrônomos, distribuídos nas unidades da empresa por todo o Brasil. Em São Paulo, possui unidades na capital, Santos, Guarulhos e Campinas.

São Paulo, 3 de novembro de 2009