Pombos: Bonitinhos, mas indesejados

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Não oferecer comida aos pombos e proteger com telas ou outros artifícios os locais onde eles possam se abrigar, ajuda a diminuir a população de pombos de um local.

Os animais sinantrópicos são aqueles que se adaptaram a viver junto ao homem, independente da vontade dele. Segundo o Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de São Paulo, destacam-se entre esses animais aqueles que podem transmitir doenças ou causar danos à saúde. É o caso das baratas, ratos, pombos, morcegos, moscas, mosquitos, pulgas, carrapatos, formigas, escorpiões, aranhas, taturanas, lacraias, abelhas, vespas e marimbondos. Diante dessa extensa lista, é prudente prevenir os condomínios da visita desses indesejados habitantes.

Um dos que mais incomodam quem vive em edifícios são os pombos, principalmente pela sujeira que produzem. "Fezes e penas em grandes quantidades provocam inconvenientes. As fezes são ácidas e corroem o calcário das construções, desvalorizando o patrimônio. Ninhos de pombos podem até entupir calhas", enumera Idalina Maria Pires, educadora em saúde pública do Centro de Controle de Zoonoses. 

Segundo Idalina, as fezes secas e endurecidas servem de substrato para fungos, causadores de doenças que comprometem o aparelho respiratório, como histoplasmose e ornitose, e até o sistema nervoso central, caso da criptococose. A transmissão ocorre através da inalação de poeira contendo fezes secas contaminadas. Portanto, ao limpar locais sujos de fezes de pombos, deve-se utilizar solução desinfetante a base de cloro, protegendo o nariz e a boca com máscara ou pano úmido e utilizando luvas.

Para reduzir gradualmente o número de pombos de um local, o ideal é controlar o alimento e o abrigo disponível para as aves. "As edificações são propícias para abrigá-las", constata a educadora. Uma boa dica é colocar barreiras físicas para evitar o pouso dos pombos, como espículas (espécie de hastes ponteagudas). "Há também locais em que são utilizadas redes importadas, que não alteram a estética dos prédios. Outro método são os fios tensionados, ideais para parapeitos e andares altos", esclarece Luís Fernando Macul, da Aprag.

São Paulo, 3 de novembro de 2009