Como contratar o serviço de controle de pragas para o condomínio

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Ao orçar serviços de controle de pragas para o condomínio, o síndico não pode se deixar levar pela tentação de contratar o mais barato. “Insistimos para que o condomínio não procure empresas sem licença. Há riscos de um profissional mal preparado diluir um veneno, erroneamente, ou usar, em ambientes fechados, produtos que não são indicados para isso”, orienta Ado de Castro Bechelli, diretor do núcleo 2 do Centro de Vigilância Sanitária. Outra garantia para obter um serviço de qualidade é verificar se a empresa é associada à Associação Paulista dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas (APRAG). Anote algumas dicas da APRAG para contratar certo:

Peça sempre um orçamento fechado, constando os locais específicos para a aplicação do veneno e o valor total do trabalho a ser realizado;

Uma empresa séria agenda com o cliente uma inspeção no imóvel e elabora um diagnóstico, discriminando os trabalhos a serem realizados e o orçamento fechado para o serviço;

Porteiros, zeladores ou outros funcionários do condomínio não devem ser utilizados para trabalhos de desinsetização. Além de ser uma irregularidade trabalhista, o funcionário estará expondo sua saúde, a dos moradores e de animais domésticos do prédio ao risco de graves intoxicações;

Não caia no conto de propagandas enganosas, onde apareçam termos como: produtos antialérgicos, produtos não tóxicos, não é preciso sair do local para dedetizar

Verifique se a empresa é associada à APRAG: é uma garantia de que ela tenha alvará, expedido pela Vigilância Sanitária e usa produtos devidamente registrados no Ministério da Saúde. Na dúvida, procure a APRAG: (11) 5563-5258, www.aprag.org.br. O Centro de Vigilância Sanitária também recebe denúncias de empresas-fantasma e verifica se a empresa contratada possui licença de funcionamento. O telefone para atendimento ao público é (11) 3358-2054, ou e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Escolhida criteriosamente a empresa que fará a desinsetização, chegou a hora de tratar das pragas, que trazem sérios riscos à saúde e também ao patrimônio (no caso dos cupins e pombos, por exemplo). Baratas podem transmitir diarréias, alergias, tifo, hepatite e hanseníase. Ratos são transmissores da leptospirose, tifo, peste bubônica e hantavirose e formigas transportam vírus, bactérias e fungos. Apesar da aparência simpática, os pombos também transmitem doenças (como a toxoplasmose, histoplasmose, erisipela, salmonelose e candidíase). Os pombos procuram locais, como parapeitos de edifícios e pontos de telhados com água, e que sejam confortáveis para pousar e defecar. As barreiras físicas (como as espículas, espécies de hastes ponteagudas) são as mais indicadas para impedir a presença das aves.

São Paulo, 3 de novembro de 2009