Medidas preventivas para o controle de pragas em condomínios

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Dedetização é um assunto sério e, realmente, só deve ser feita por técnicos habilitados. Cada praga exige um tipo de ação. Para cupins é preciso um tratamento preventivo. Já as formigas não são controladas com produtos líquidos. “Quanto mais inseticida for aplicado, indiscriminadamente, mais a colônia se fragmenta, multiplicando a infestação das formigas pela casa”, explica Luis Fernando Macul, presidente da Associação Paulista dos Controladores de Pragas Urbanas (APRAG). “O objetivo do controle de pragas é, como o próprio nome diz, controlar o ambiente, monitorando-o com iscas, para diminuir cada vez mais a quantidade de inseticida aplicada”, completa.

Medidas preventivas podem evitar o aparecimento das pragas. “Quanto mais limpo o local, menor a probabilidade de pragas”, ensina Macul. Preste atenção nas frestas do chão: limpe bem esses espaços, não deixando migalhas de pão ou doces. Rejunte de azulejos em mau estado também são ótimos esconderijos para formigas e baratas. Renove os rejuntes, quando houver falhas. Jogue o lixo do condomínio em local adequado e identificado, em recipientes tampados. Lave e desinfete o local e os latões uma vez por semana. Outra medida prudente é colocar telas nos ralos. 

Algumas pragas podem aparecer independente da higiene. É o caso dos cupins que, por oferecerem sérios riscos ao patrimônio, certamente são as pragas mais temidas e combatidas. Os cupins subterrâneos formam colônias imensas no solo (a rainha vive de 25 a 30 anos e coloca mais de 5 mil ovos por dia). De setembro a dezembro, acontece a fase reprodutiva dos cupins, quando eles saem em revoada de sua colônia para fecundar e formar outras novas. Feche as janelas e apague as luzes para evitar que os cupins alados (conhecidos por siriris ou aleluias) entrem em casa. Os cupins penetram pelas fissuras, nas alvenarias, juntas de dilatação, conduítes elétricos de rede de telefonia ou antena de TV, para alcançar a madeira - seu alimento. Só se nota a presença deles, quando a madeira já está comida. “A prevenção deve ser feita para evitar que eles cheguem ao seu objetivo”, orienta Macul. São feitas barreiras químicas no solo, injetando-se produtos adequados na madeira. Para uma casa de 100 m2, um tratamento preventivo custa cerca de R$ 1.500, segundo o presidente da APRAG. No caso de condomínios, pode haver presença de cupins, apenas em alguns apartamentos. Mesmo assim, é preciso tratar o prédio todo.

São Paulo, 3 de novembro de 2009