Cuidados com a área de lazer valorizam o condomínio

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Cada vez mais as agruras da vida moderna têm transformado os condomínios em verdadeiros clubes. Para que enfrentar o trânsito e a insegurança das ruas, se o próprio condomínio oferece opções de lazer? O custo mensal de um professor de hidroginástica ou de um personal trainer para a sala de ginástica pode ser dividido entre os moradores interessados nas aulas, tornando a área de lazer um ponto de encontro agradável.

Atualmente, o consumidor procura uma área de lazer com diversas opções, que atendam às necessidades de toda a família. Muitas construtoras já perceberam o quanto foi ampliado o conceito desse espaço em condomínios. Segundo Odair Senra, diretor de incorporação da Gafisa, hoje o comprador exige qualidade. “A piscina não deve ser um mero espelho d’água. Climatizada, ela se torna muito mais utilizável. Uma sala de ginástica não pode estar apenas maquiada com uma esteira”, explica. 

Ou seja: o lazer hoje é dirigido e não apenas um atrativo de vendas. Na opinião do diretor da Gafisa, muito dessa valorização se deve à maior preocupação com a saúde. Por exemplo, se o empreendimento dispõe de um bosque ou de uma grande área verde (outro ponto super valorizado, hoje, entre os lançamentos imobiliários), fica muito mais fácil fazer uma caminhada de manhã ou até à noite. “Se o consumidor tiver que optar entre dois apartamentos iguais, um com lazer e outro sem, certamente ele escolherá a primeira opção”, finaliza.

Se vantagens não faltam ao escolher um prédio com grande variedade de lazer, nem sempre a manutenção de todo esse aparato é tarefa fácil para o condomínio. O Condomínio Maison Blanche, por exemplo, com 44 apartamentos, localizado no bairro paulistano da Chácara Klabin, conta com sauna, sala de ginástica, quadra de tênis e vôlei, piscina, salão de festas e salão de jogos. Porém, o prédio foi entregue pela construtora, sem os equipamentos necessários. “Primeiro fizemos um fundo de reserva para fazer frente a todas as despesas necessárias. Conseguimos comprar tudo: móveis, aparelhos de ginástica, fogão, geladeira – sem onerar o condomínio”, explica a síndica, Teresa Keiko Hirata. Para manter o patrimônio em ordem, só houve uma saída: as salas ficam trancadas, e cada condômino que pega a chave é responsável pelo espaço até sua devolução. “Essa maneira de agir limita um pouco o uso das salas, mas é uma forma de preservar a vida dos equipamentos”, conta a síndica. 

A base para um bom funcionamento e organização da área de lazer deve estar no regimento interno do condomínio. “O regimento é aprovado em assembléia pela maioria e estabelece, por antecipação, as regras do jogo. Sem elas, certamente haverá confusão”, analisa Benjamin Souza da Cunha, Vice-Presidente de Condomínios e Relações Trabalhistas do Secovi-SP. É claro que as regras da boa educação ajudam bastante no bom funcionamento e na conservação das áreas de lazer. Não custa lembrar, ainda, a valorização do condomínio. Salões de festas e jogos equipados, piscina limpa e com mobiliário apropriado, churrasqueira em ordem são detalhes que valorizam qualquer apartamento. A limpeza da piscina exige cuidados quase diários, normalmente feitos pelo zelador ou funcionário designado para tal atividade. Para deixar a água da piscina saudável, é preciso medir três elementos: a alcalinidade total (medir uma vez por mês), o pH (medir duas vezes por semana) e o cloro livre (medir três vezes por semana). Para o tratamento químico da água, existe no mercado o cloro granulado, que reúne inúmeras vantagens sobre o cloro líquido: não desajusta o pH, não mancha roupas, não irrita os olhos, não resseca os cabelos e não corrói os equipamentos. Procure uma marca de cloro granulado que dê garantia de qualidade e procedência do fabricante.

Outro ponto importante na limpeza da piscina é a filtragem da água: o sistema de filtragem limpa a água através da areia que está dentro do filtro, removendo cabelos, folhas, restos de protetor solar, algas e outras impurezas que reduzem a ação dos produtos químicos. A limpeza ao redor da piscina também deve ser feita de forma cuidadosa: varra sempre no sentido oposto ao da água. 

A armazenagem do cloro e dos produtos auxiliares no tratamento da piscina, como os algicidas, estabilizadores, ajustadores de pH, decantadores, limpa bordas, etc., exige cuidados especiais. Esses produtos possuem ingredientes ativos incompatíveis entre si e, principalmente, com os produtos clorados. Por exemplo: jamais um frasco de ácido usado para redução de pH pode ser armazenado junto a um balde de hipoclorito de cálcio (cloro granulado). Um pequeno vazamento do ácido em contato com o hipoclorito causa uma reação capaz de incendiar os materiais combustíveis próximos. Portanto, para estocar com segurança os produtos para piscina, atenção:

  • Leia todas as instruções e precauções constantes nos rótulos;
  • Nunca armazene produtos químicos líquidos acima de sólidos;
  • Não armazene produtos químicos líquidos perto de cloros (dicloro/tricloro), sem uma divisão, eparando-os;
  • Não armazene produtos à base de dicloro e tricloro junto aos cloros granulados sem uma divisão, separando-os;
  • Escolha um local seco, com temperatura amena e bem ventilado para guardar os produtos;
  • Use somente água para extinguir incêndios com hipoclorito (nunca use extintores de pó seco para o hipoclorito);
  • Ao manusear os produtos químicos, sempre utilize luvas plásticas e óculos de proteção. Consultoria: HTH


Revista Direcional Condomínios

São Paulo, 2 de novembro de 2009