Elétrica: Lâmpada LED amplia presença nos condomínios

Escrito por 

“A história do LED está apenas começando”, afirma o engenheiro eletricista e síndico Carlos Reganati, que atuou durante anos na indústria da iluminação. Ele acredita que o LED seja “o substituto natural de todas as lâmpadas atuais”. “Como ainda tem preço alto, a prioridade da sua instalação recai sobre os locais onde a luz fica acesa mais horas por dia”, observa.

 

Em seu condomínio, o Castel de Padova, localizado em Perdizes, zona Oeste de São Paulo, o LED já ocupou o espaço das lâmpadas halógenas com refletor dicroico do hall social e salão de festas, e está sendo instalado, na versão rosca, na garagem. “As dicroicas de 50 watts foram substituídas por LED de 6 watts. Passado mais de um ano, não houve queima das novas lâmpadas. As halógenas têm uma vida média de duas mil horas, enquanto o LED chega a 30 mil horas. O investimento se pagou em seis meses. Estima-se que tenha havido uma economia de 85% no consumo de energia elétrica dessas áreas”, relata Carlos.

Ele lembra que o mercado dispõe de LED “com quantidade de luz mais próxima às dicroicas convencionais. Assim, os ambientes residenciais obtêm uma boa equivalência e com a cor da luz das halógenas (branco amarelada)”, arremata. No entanto, nesse tipo de aplicação (embutida), é preciso cuidado para que o drive do LED “não sofra superaquecimento por falta de ventilação”. “Ele é um circuito eletrônico sensível que tem a função de ajustar e equilibrar a tensão da corrente elétrica.”

De forma geral, o engenheiro acredita que os investimentos no LED se paguem “em menos de um ano para instalações que ficam ligadas de seis a oito horas por dia”. Ele calcula redução de 85 a 90% no consumo de energia na troca das incandescentes e halógenas, além de um ganho de durabilidade sobre as fluorescentes e eletrônicas (“três vezes mais”). Carlos Reganati explica que as lâmpadas eletrônicas e o LED apresentam equivalência de consumo, portanto, a vantagem deste recai em sua vida útil.

Também o Condomínio Edifício Memphis, prédio de mais de 60 anos localizado no bairro de Cerqueira César, próximo à Avenida Paulista, em São Paulo, está substituindo lâmpadas mais antigas pelo LED. As mudanças ocorreram no hall social (nas sancas e na iluminação de um painel afixado na parede), nos elevadores, portaria, luzes de emergência, jardins e holofotes da área externa. Em 2015, a ideia é instalar essas lâmpadas na garagem. As vantagens da troca residem no ganho de luminosidade, economia e leveza dos ambientes, avalia o síndico Cláudio Ferreira Barbosa. Para o empresário do segmento, Antônio Martinez, a queda no consumo de energia propiciada pelo LED pode chegar a 90% em alguns condomínios, “investimento que se paga em poucos meses”.

ENERGIA: PROGRAMA DE ECONOMIA DEVE APOSTAR NO LED

A síndica Kelly Remonti, do Condomínio Top Village, em Alphaville, região metropolitana de São Paulo, desenvolve desde 2012 um programa de redução do consumo de energia. Ele foi iniciado com a substituição das lâmpadas incandescentes das áreas comuns pelas econômicas, seguido de remodelações no sistema elétrico das portarias, no CFTV e nos portões automáticos. “Em dois anos obtivemos 29% de redução no consumo, o que representou uma economia de R$ 23 mil.” Em 2014, a modernização dos seis elevadores dos prédios baixou ainda mais a demanda, levando a uma conta mensal de R$ 3.812,00, contra R$ 6.458,00 (em 2011).

O condomínio estuda trocar novamente as lâmpadas, desta vez por LED, prevê Kelly. O serviço só não foi contratado ainda porque ela pretende verificar a possibilidade de aproveitar as luminárias existentes. Porém, segundo o especialista da área de elétrica, Rodrigo Henriques, o mercado oferece hoje lâmpadas LED que se adequam a essas estruturas.

Matéria publicada na edição - 200 de abr/2015 da Revista Direcional Condomínios