Motobombas garantem prédio abastecido de água mesmo em queda de energia

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Consultor da área de riscos, Carlos Alberto dos Santos mora em um condomínio na zona Sul de São Paulo que ficou sem energia durante 26 horas em novembro do ano passado. Acabou a água, o prédio não possui gerador, as bombas de recalque pararam de funcionar. Carlos Alberto considera uma boa solução aos condomínios a instalação de motogeradores junto às bombas, para evitar os transtornos da falta de energia.

Segundo ele, seu condomínio, de duas torres, orçou a locação desses equipamentos na ocasião, “mas o preço pedido dava para comprar duas motobombas”. E mesmo depois da volta da energia na rede, ainda demorou pelo menos 40 minutos até que a bomba enchesse o reservatório. Em uma das torres, houve problema na válvula redutora, entrou ar na tubulação, então a parte alimentada pela redutora, do 1º ao 6º andar, somente recebeu água depois de concluído um serviço de drenagem.

“O não funcionamento das bombas é um problema mais sério do que se imagina, por isso, é preciso cuidar para que esses sistemas funcionem em situações emergenciais.” Segundo Carlos A. dos Santos, o ideal é que o prédio tenha gerador e as bombas estejam ligadas a ele. A motobomba é opção para falta de gerador ou, ainda, para prédios localizados em áreas com elevado risco de inundação.

Matéria publicada na edição - 209 - fev/2016 da Revista Direcional Condomínios

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