Modernização de elevadores, tire suas dúvidas: Representantes do Seciesp orientam síndicos

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O que e como contratar

Dois dirigentes do Sindicato das Empresas de Elevadores do Estado de São Paulo (Seciesp), Max Santos e Rogério Meneguello, foram entrevistados pela Direcional Condomínios acerca do papel das empresas prestadoras de serviços no tocante à modernização.

De início, Max Santos esclarece que se modernizam elevadores em “funcionamento há mais de 25 anos, com custos constantes com reposição de peças e componentes, e elevado índice de paralisações e quebras”. O diretor observa, no entanto, que se“aconselha a modernização tecnológica preventiva para elevadores acima de 20 anos, pois, normalmente, a partir desta idade, os desgastes de peças e componentes, bem como a defasagem tecnológica e obsolescência, começam a ser uma constante”.

Nesse aspecto, Rogério Meneguello aponta um fenômeno bastante comum hoje em São Paulo: “Estão sendo modernizados equipamentos que já eram eletrônicos, de concepção antiga, que foram os primeiros a deixar os velhos comandos eletromecânicos de lado, abrindo caminho a uma nova geração. Os primeiros eletrônicos são os pais dos elevadores que vemos hoje, porém, sem tantos recursos e melhorias frente aos atuais. E nem são tão antigos assim, na casa de 15 a 20 anos, comparando-se com os eletromecânicos de 40 a 60 anos.”

Esses de comandos eletromecânicos, por sua vez, ainda hoje são modernizados, mas estão “em vias de extinção”, com “poucas unidades em funcionamento”, ressalva Meneguello. “Em muitos casos, não se fabricam mais as peças de reposição para estes elevadores e cada vez se utiliza do recurso de adaptar outros dispositivos que funcionem de forma e eficiência igual, o que encarece o processo, tornando-se mais um importante fator de modernização.”

Quanto à orientação e suporte a ser dado pelas empresas, Max Santos destaca, em primeiro lugar, a necessidade de os síndicos contratarem “empresa confiável e idônea”. “Mesmo assim, caso o síndico queira ter um amparo e aconselhamento técnico isento de qualquer interesse comercial, poderá contratar um consultor independente para avaliar quais as peças e componentes são realmente necessários modernizar e/ou substituir, com uma visão única e exclusivamente voltada para segurança e inovação tecnológica, proporcionando conforto e tranquilidade aos usuários.” Max lembra que o Seciesp dispõe de um profissional qualificado para tirar dúvidas dos síndicos, através do telefone (011) 3214-0201.

Rogério Meneguello, por sua vez, ressalta que os gestores devem buscar pelo menos três avaliações e orçamentos, com equalização de propostas, de maneira que possam ser comparadas; perguntarem sempre que tiverem dúvidas; buscarem o apoio do corpo diretivo do condomínio; e não se “deixarem cair na tentação do menor preço”. Quanto às empresas que não aceitam modernizar máquinas que tenham componentes de outros fabricantes, Meneguello recomenda aos síndicos fazer pesquisas junto a outros fornecedores antes de tomarem uma decisão final.

MODERNIZAÇÃO, ITEM A ITEM

Por Max Santos

Componentes mecânicos: Motor, máquina de tração, cabos e polias de tração, limitador de velocidade e freio de segurança, operador de porta etc.;

Elétricos / Eletrônicos: Quadro de comando, fiação, limites de fim de curso, trincos, fiação de poço e cabina, cabos de comando, caixa de inspeção e passagem, chave PAP, entre outros;

Repaginação estética: Revestimento de cabinas, espelhos, corrimãos, subtetos, piso, portas de pavimento etc.;

Dependendo da avaliação de cada caso, estes itens podem ser tratados de forma independente. No entanto, o ideal é que se faça a modernização como um todo, pois o efeito prático e técnico será muito mais eficiente em relação à performance e conforto proporcionados.

Matéria publicada na edição - 211 - abr/2016 da Revista Direcional Condomínios

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