Síndicos apostam em revestimentos diferenciados

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Síndico em dois condomínios comerciais, o engenheiro civil Marcio Mereb lida, em seu dia a dia, com os desafios de manter íntegros e bem cuidados revestimentos mais sofisticados, responsáveis pela estética contemporânea dos edifícios.

No Condomínio Millenium, na Barra Funda, zona Oeste da Capital paulista, as duas torres mesclam acabamento em fulget com “pele de vidro”, além de áreas dotadas de painéis em alumínio composto (chamados de ACM - Aluminum Composite Material). Já no Condomínio Platinum Office, prédio do bairro da Casa Verde, na zona Norte, a pele de vidro na parte frontal e uma base cimentícia raspada nas laterais deram nova vida ao local depois de um retrofit total. “Esses são materiais muito utilizados para demarcar um determinado padrão de empreendimento”, observa Marcio Mereb, que contratou o projeto e conduziu a execução do retrofit.

Os materiais exigem atenção extra na manutenção. No Millenium, “o fulget requer tratamento mais complexo”. “Fazemos periodicamente teste de percussão na superfície. Além disso, o próprio locatário nos indica quando há pontos internos de infiltração. Verificamos se a origem está nas esquadrias, na pele de vidro ou no fulget. Se forem causados por trincas, temos que obrigatoriamente recompor o ‘pano’ da fachada, tirando todo fulget, refazendo o reboco e reaplicando o material. Aí entramos com a lavagem. É preciso recuperar toda uma área, não apenas o trecho da fissura, para que não dê diferença, não fique com aparência de remendo”, explica o engenheiro. Marcio Mereb reforça que a atenção “tem que ser diária”, com vistorias visuais, e que “não se pode ser imprudente com as queixas de infiltrações, pois elas indicam patologia de fachada”. Em prédios com revestimento diferenciado como o Millenium, os contratos de lavagem são anuais, diz – “duas para a pele de vidro, uma para o fulget”.

Outro material bastante contemporâneo e com tendência a ampliar sua presença nos edifícios é a da chamada “fachada aerada”, uma alternativa à pintura ou textura, afirma o engenheiro Rodrigo Rennó Gomes. Ela consiste na fixação de novos revestimentos cerâmicos sobre bases metálicas, sem mexer na alvenaria. “Em uma reforma ou retrofit, o custo da fachada aerada é superior ao da simples execução da textura ou pintura. Entretanto, feita com um porcelanato ou granito, a fachada aerada garante uma durabilidade excepcional”, descreve o engenheiro, lembrando ainda que toda pintura ou textura precisa de manutenção a cada três ou cinco anos, ao contrário da aerada. Esta técnica dispensa o uso de areia e argamassas e pode ser executada “sobre a fachada existente (mesmo quando já existe algum revestimento que sofra desplacamento), com o mínimo de intervenção na estrutura existente”, arremata o engenheiro.

Matéria publicada na edição - 212 - mai/2016 da Revista Direcional Condomínios

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