Ousada, obra muda cara de residencial

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O Condomínio Edifício Cayowaá tem se destacado na região do metrô Vila Madalena, no Sumarezinho, zona Oeste de São Paulo.

Desde o ano passado, a fachada principal começou a exibir novas esquadrias de alumínio branco, com pintura eletrostática, tanto nas janelas das salas quanto nas dos três dormitórios, bem como pastilhas azuis de 7,5 X 7,5 cm. A obra impressiona não somente pelo efeito já proporcionado ao visual do prédio, quanto pelas proporções da intervenção, que exigiu verdadeira logística para a troca das janelas, intensa mobilização dos moradores e, claro, um rateio mensal hoje equivalente à taxa ordinária.

O síndico Hélio Mitsuru Iha afirma que uma das condições que colocou para que assumisse o cargo há quatro anos e meio foi o apoio dos moradores ao retrofit da fachada, com aprovação em assembleia de comissão de obras que teria certa autonomia para tomar decisões. A intervenção já vinha sendo planejada havia bom tempo, com arrecadação extra de verba (que completa quase dez anos). O engenheiro Fernando Monacelli, responsável pela execução da obra civil, justifica o ultimato do síndico: o projeto original do prédio, de quatro décadas, "não garantia estanqueidade". Infiltrações nas unidades tinham se tornado crônicas.

Médico otorrino, Hélio não teria condições de ficar sozinho à frente do projeto, por isso o apoio da comissão e, desde o final de 2014, do arquiteto Fábio Zeppelini, contratado para ajudar a organizar e a fiscalizar os serviços (incluindo intervenções nos 62 apartamentos). Tudo demanda planejamento preciso. Segundo o engenheiro Fernando Monacelli, os trabalhos incluem etapas como: demolição das pastilhas antigas; execução de novo emboço na superfície, com acréscimo de espessura (corrigindo vício construtivo da obra original); troca dos contramarcos de ferro por alumínio, com retirada das janelas antigas (em alumínio); instalação de tapumes para fechar provisoriamente os vãos e execução de alvenaria; introdução de pingadeiras em granito abaixo de cada janela; e colocação das novas pastilhas e janelas.

Com dois blocos, o condomínio iniciou os serviços pela fachada da frente, estabelecendo-se que eles seriam executados em partes, a cada conjunto de cinco andares. No momento, está sendo trabalhada a fachada dos fundos; depois, a obra finalizará nas fachadas dos vãos de ventilação, onde estão as áreas de serviço, também com troca de esquadrias. Antes do início da obra, o condomínio adquiriu e recebeu do fornecedor as esquadrias das fachadas principais. Agora negocia as de serviço. De outro modo, como as esquadrias antigas foram vendidas para reciclagem, os gestores conseguiram aporte extra de verba, suficiente para comprar o novo revestimento cerâmico, afirma o arquiteto Fábio Zeppelini. O custo final deverá chegar a quase R$ 3 milhões.

Mas os resultados são visíveis e já mensuráveis: além de ver eliminadas as infiltrações e ganhar um padrão estético moderno no edifício, o morador obteve conforto interno. "Mudou a percepção de luz e temperatura dos ambientes, foi lhe dada uma nova condição de vida, uma sensação de casa nova", observa o engenheiro Fernando Monacelli. Com investimentos entre R$ 40 mil e R$ 50 mil por unidade, o processo todo, que deverá estar concluído em 2017, deverá render uma valorização imobiliária de 30% para os imóveis, conforme estimam e concordam síndico, engenheiro e arquiteto.

Matéria publicada na edição - 213 - junho/2016 da Revista Direcional Condomínios

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