A natureza humana e o barulho

Escrito por 

Psicólogo especializado em dependência química, acostumado a atender adolescentes, jovens e familiares, Nelson Luiz Raspes mora em condomínio em São Bernardo do Campo e convive com barulhos diversos, especialmente de crianças que brincam em locais e horários inapropriados das áreas comuns, sem acompanhamento dos pais. “Há também vizinhos que falam alto, pessoas que se excedem na bebida e outras que fazem muito barulho no banho”, descreve.

Nelson Raspes recomenda ao síndico resolver esses problemas “de forma pacífica”, mas nem sempre ele consegue fazê-lo, ou porque os envolvidos não aceitam ou o próprio gestor se equivoca ao abordar a situação. “Cada ser humano é de um jeito, o síndico precisa ter sensibilidade para saber lidar com os diferentes tipos de comportamento. Ele necessita de conteúdo e informação, deve ser um líder, ter disponibilidade para exercer o cargo e as responsabilidades que assumiu”, diz. Por exemplo, pessoas prepotentes podem apresentar “transtorno de personalidade”. Por isso, o ideal é que o gestor use palavras apropriadas para cada contexto, “saiba conversar e, se não resolver, adote as medidas cabíveis”.

Matéria publicada na edição - 214 - julho/2016 da Revista Direcional Condomínios

Não reproduza o conteúdo sem autorização do Grupo Direcional. Este site está protegido pela Lei de Direitos Autorais. (Lei 9610 de 19/02/1998), sua reprodução total ou parcial é proibida nos termos da Lei.