Férias no condomínio: Programe-se e garanta um ambiente saudável

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Síndicos de condomínios de lazer já se organizam com antecedência para oferecer programação de férias para a garotada, mas podem incluir nesse cardápio ações preventivas que garantam uma diversão tranquila e segura.

A síndica Silmara Oliveira, na pista de skate do Pateo Pompeia: "Isso aqui é um resort, temos que proporcionar segurança para as crianças"

As quatro torres do Condomínio Pateo Pompeia, na zona Oeste de São Paulo, ocupam apenas cerca de 20% dos 17.800 metros quadrados de área do empreendimento com entrega iniciada há oito anos, ao longo das linhas Rubi e Diamante da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Bosque, piscinas coberta e descoberta, quadra de tênis e poliesportiva, pistas de caminhada, de bike e skate, playgrounds, dois salões de festas, brinquedoteca, ateliê de artes, garage band, salão de jogos, lan house e cinema tomam o restante do terreno, juntamente com garagens, alamedas e espaço pet. “Um local como esse precisa ser ocupado, cuidado e organizado”, defende a síndica Silmara Regina Oliveira, que neste mês de outubro encerra um ano de mandato tampão no Pompeia.

O síndico anterior renunciou por motivo de mudança e Silmara, que já atuava no Conselho e fizera cursos de administração de condomínios, topou assumir a gestão para colocar a manutenção em dia, incluindo os espaços de lazer. Nesse ínterim, consolidou o trabalho da assessoria esportiva que atua regularmente no local, bem como a grade de eventos periódicos. Agora, em outubro, por exemplo, está prevista a festa das crianças e também o Halloween.

“Tudo precisa ser organizado com antecedência. Isso aqui é um resort, temos que proporcionar segurança para as crianças, todo cuidado é pouco”, justifica. De acordo com Silmara, cabe aos síndicos oferecer uma estrutura mínima de uso e ocupação dos espaços de lazer e recreação, especialmente para crianças, adolescentes e idosos, visando ao bem-estar. Por isso, há necessidade de se fazer um trabalho preventivo, expõe a gestora, a exemplo da recuperação das pistas de cooper, bike e skate, serviço previsto no condomínio de cerca de 1.300 moradores.

TEMPORADA DE ATIVIDADES EXTRAS

Em geral, o programa de férias propõe eventos extras ao cronograma rotineiro das assessorias esportivas e incorpora campeonatos de futsal, gincanas, brincadeiras nas piscinas e até artes circenses. Em outro condomínio clube, o Iepe Golf, na região de Jurubatuba, zona Sul de São Paulo, o síndico Paschoal Lombardi Jr. conta com o apoio de uma Comissão de Esportes para discutir previamente o incremento das atividades nos meses de janeiro e julho. “Esses moradores se reúnem pelo menos um mês antes, definem a grade e a divulgam para o condomínio. Temos grande adesão”, diz Paschoal, lembrando que os adultos também são contemplados. Ali, costumam acontecer campeonatos de tênis, futsal e vôlei, além de brincadeiras lúdicas.

“Em um condomínio como esse, precisamos ter organização. Por exemplo, dispomos apenas de uma quadra poliesportiva, por isso é importante organizar a grade, para que todos possam utilizar bem o que têm.” O empreendimento possui seis torres, 336 unidades e área de 36 mil metros quadrados. Paschoal Lombardi Jr. avalia que a introdução da assessoria esportiva permanente, há cerca de três anos, bem como o programa de férias, com custos lançados nas despesas ordinárias, rendeu dois principais benefícios ao local: a maior ocupação pelos moradores fez com que “diminuíssem muito os danos e atos de vandalismo nas áreas comuns”; e “aumentou a empatia e amizade” entre os condôminos, que passaram a se conhecer através das aulas coletivas, como dança e zumba.

Os contratos das assessorias esportivas com os condomínios podem ser anuais ou por temporadas, prevendo que coordenadores, professores e monitores planejem e acompanhem a recreação e as práticas esportivas. Caso haja um contrato anual, a parte das férias entra como programação extra, que vai de uma semana a até 45 dias, afirma Marcus Vasconcellos, professor de Educação Física e membro da Comissão de Ética da Abaecon (Associação Brasileira de Assessorias Esportivas em Condomínios).

A entidade está desenvolvendo um Código de Ética e um Manual de Boas Práticas para garantir a qualidade e segurança dos trabalhos oferecidos pelas associadas. De outro modo, Marcus deixa dicas aos síndicos que queiram contratar esse tipo de parceria:

- Conhecer os profissionais e certificar-se de que sejam funcionários regulares das assessorias, com registro em carteira e demais exigências legais, e não freelances escalados eventualmente para determinado local e horário;

- Observar os critérios que as empresas utilizam para selecionar e contratar a equipe, bem como se avaliam seu desempenho in loco;

- Certificar-se que os professores sejam graduados em Educação Física, exceto para atividades específicas, como dança, que deverá ter um especialista na área;

- Receber um plano de trabalho elaborado a partir das expectativas e necessidades do condomínio.

Matéria publicada na edição - 217 - out/16 da Revista Direcional Condomínios

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