Desligamento da TV Analógica Aberta, prédios devem se adaptar até o final deste mês

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O Brasil está passando, desde abril do ano passado, pela transição do sinal da TV Analógica Aberta para a TV Digital Aberta, conforme um cronograma estabelecido pelo governo.

Muitos aparelhos fabricados no País na última década, especialmente desde 2011, são compatíveis com o sinal, no entanto, os domicílios, condomínios inclusos, deverão desativar as antenas analógicas e instalar um sistema adaptado ao sinal digital (em UHF). Em São Paulo e Região Metropolitana, o fim da TV Analógica Aberta está marcado para o próximo dia 29 de março, desde que 93% da população estejam atendidos por aparelhos digitais e/ou com conversores.

Ou seja, há duas providências básicas para tomar mediante o desligamento do sinal analógico:

- Da parte do condomínio: instalar uma antena apropriada para captar o sinal digital aberto (em UHF), junto com um aparelho amplificador;

- Da parte dos condôminos que possuem televisores sem o conversor digital integrado: Adquirir junto ao mercado um aparelho receptor. Feita a conversão naqueles que tiverem essa necessidade, em geral peças fabricadas antes de 2011, “todo e qualquer aparelho televisor - de LCD, LED, plasma ou de tubo – poderá receber o sinal digital”, com “imagens em alta definição ou HD”, informa o site oficial da TV Digital Aberta.

No caso da antena, existe ainda a opção de o morador usar um componente portátil em UHF sobre o aparelho, pois, dependendo da localização do imóvel (sem muitas barreiras físicas no entorno), a captação do sinal poderá funcionar bem, segundo Hercival Pavani, diretor de empresa que atua no segmento de antenas, interfones, equipamentos de segurança, entre outros.

Quanto aos receptores, por sua vez, o empresário Marcos Vieira de Paula, do mesmo segmento, diz que é possível ao condomínio incorporar, ao pacote dos componentes da antena digital, um rack contendo os conversores para as tevês antigas dos moradores.

INSTALAÇÃO

A instalação da antena e componentes para o sinal digital pode ser simples, dependendo do estado do cabeamento e demais componentes do sistema de TV aberta. “Se o prédio já possuir o sistema analógico basta apenas trocar a antena e amplificador.” Caso contrário, terá que fazer tudo novo, afirma Marcos de Paula. Outro ponto a considerar, acrescenta Hercival Pavani, é a necessidade de revisão do sistema, incluindo os cabos e tomadas, no momento da troca das antenas. “O sinal de UHF é fácil, difícil é distribuir isso, principalmente em prédios altos”, completa Hercival.

Os síndicos Rodrigo Martins e Ângela Merici Grzybowski já estão com os condomínios preparados para receberem o sinal digital. No caso de Rodrigo, que administra o Iraúna, na região central da cidade, oferecer o sinal digital aos moradores é uma obrigação do condomínio. Já Ângela, que atua como local e profissional, se deparou com situações díspares em relação à questão. No empreendimento em que mora, o Maresias, em Perdizes, na zona Oeste de São Paulo, a antena digital foi instalada há três anos. Na vizinhança, o Smart Perdizes, prédio com apenas quatro anos de vida, foi entregue pela construtora com a antena analógica e a substituição teve que ser feita agora. Em um outro residencial, na Vila Mariana, zona Sul, há um contrato coletivo para a TV por assinatura, por isso, o condomínio não fez a conversão.

DESCARTE DOS ELETROELETRÔNICOS

“As antenas, televisores e cabos são resíduos eletrônicos e estes devem ser destinados para uma empresa ou cooperativa especializada neste tipo de resíduo”, alerta a engenheira ambiental Nathália Vegi Bohner. Saiba como fazer esse descarte em matéria no site da Direcional Condomínios.

Matéria publicada na edição - 221 de mar/2017 da Revista Direcional Condomínios

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