Com o retrofit elétrico, apartamentos devem promover mudanças

Escrito por 

Do ponto de vista das unidades, como resultado de um retrofit elétrico com aumento de carga, torna-se indispensável ao condomínio trocar a fiação interna até o disjuntor, além de se instalar o fio terra, destaca o engenheiro eletricista Edson Martinho.

Mas os próprios apartamentos devem prosseguir com as adequações, especialmente aqueles com quadros antigos. Conforme o especialista, as principais são:

- Mudar todo o circuito da cozinha, instalando fios com bitolas maiores;

- Adequar as caixas de tomadas para três pinos. “Não adianta usar adaptador, especialmente em micro-ondas, geladeira e máquinas de lavar louça e roupa, porque são equipamentos mais potentes. Uma tomada hoje, no Brasil, comporta de 1.000 a 1.200 Watts, mas um micro-ondas opera entre 1.200 a 1.600 Watts”, justifica o engenheiro;

- Aumentar a capacidade dos disjuntores, compatível com a bitola dos fios do novo circuito.

AQUECEDORES & SOBRECARGA

Outro aspecto fundamental à segurança da rede elétrica nas unidades está no uso correto dos aquecedores, alerta Edson Martinho. A potência média desses aparelhos é de 1.600 Watts, por isso, exigem uma instalação exclusiva. Ou seja, deve ser evitado o uso de benjamins e adaptadores nos equipamentos. O pior, observa o engenheiro, é que não se sabe quantos aquecedores são ligados nos dias com temperaturas baixas simultaneamente em uma mesma unidade e/ou no edifício. Assim, o quadro é preocupante e exige uma orientação do condomínio, propõe o diretor-executivo da Abracopel.

Matéria publicada na edição - 222 de abr/2017 da Revista Direcional Condomínios

Não reproduza o conteúdo sem autorização do Grupo Direcional. Este site está protegido pela Lei de Direitos Autorais. (Lei 9610 de 19/02/1998), sua reprodução total ou parcial é proibida nos termos da Lei.