Energia fotovoltaica completa kit sustentabilidade em condomínio

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O síndico Luciano Gennari acaba de promover a instalação de sistema de produção de energia fotovoltaica no prédio. O complexo foi foi montado na área da churrasqueira, dotado de componente eletrônico que consolida a energia absorvida. No centro de medição, é feito controle eletrônico da produção diária.

A busca pela economia compõe a filosofia central da gestão do Condomínio Edifício Flamboyant, residencial de torre única e apenas onze unidades localizado no Morumbi, zona Sul de São Paulo. Em seu terceiro mandato, o síndico Luciano Gennari procura implantar inovações que ajudem a segurar a taxa do rateio e, de outro modo, a gerar benefícios em torno da sustentabilidade. Na lista de medidas adotadas nos anos recentes, inclui-se a implantação de portaria automatizada (reduzindo-se o efetivo do prédio para apenas dois funcionários), a instalação de LED em todas as luminárias e, agora, a possibilidade de se iniciar neste mês de abril as operações de um sistema de produção de energia para a rede elétrica.

A medida é pioneira em prédios residenciais na cidade. A partir da Resolução Normativa 687/2015, que revisou a RN 482/2012, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) regulamentou a possibilidade de o consumidor, através de fonte renovável ou em sistema de cogeração, produzir a energia elétrica de seu domicílio e, em caso de excedente, vendê-lo para a concessionária pública.

No Edifício Flamboyant, a empresa responsável pelas instalações realizou um diagnóstico da demanda das áreas comuns, um estudo de viabilidade técnica e econômica, e acabou projetando um modelo para gerar até 7.200 Watts por dia, a partir da energia solar. “Acredito que possamos suprir até 90% do que consumimos”, estima Luciano, que espera, assim, ter em breve uma conta mensal com tarifa mínima. A economia irá amortizar os custos do investimento, financiado pelo prestador de serviços. Ou seja, espera-se pagá-lo com a diferença a ser aferida entre o que o condomínio gasta hoje e do que vai dispender a partir do momento em que a concessionária liberar oficialmente a operação do Flamboyant (liberação esperada para este mês de abril).

COMO FUNCIONA

O modelo econômico da energia fotovoltaica reside em uma espécie de compensação: durante o dia, quando esta energia é gerada e o consumo do prédio costuma ser menor, o excedente produzido internamente alimenta a rede da concessionária pública. À noite, o condomínio “toma de volta” a energia, descontando-se o que ele produziu na fatura do fechamento do mês.

Do ponto de vista técnico, é preciso determinar o ponto do edifício mais favorável à captação da luz solar, instalando-se aí placas fotovoltaicas. O serviço é rápido e exige algumas adaptações na rede elétrica do prédio. No Flamboyant, foi realizado em cinco dias, entre o final de fevereiro e o início de março passado, com a afixação das placas sobre a cobertura da churrasqueira e a implantação de uma área contígua, de convivência (ambos os lugares somam 52 m2 de placas). Neste local, o condomínio previa criar uma área coberta, agora substituída pela estrutura da energia fotovoltaica.

Já os procedimentos necessários para requisitar autorização de instalação junto à concessionária pública foram determinados pela ANEEL e envolvem protocolo inicial, prazo de 15 dias para avaliação do processo pela operadora, vistoria com pareceres, troca dos relógios (no caso, da área comum) e instalação de software para medição.

Segundo o Portal Solar, os pedidos de autorização e instalação de estruturas de energia fotovoltaica sofreram um boom desde a edição da Portaria de 2015 pela ANEEL, com perspectivas de que o crescimento, em 2016, tenha sido de 300%. São Paulo foi o Estado com mais requisições, mas Minas Gerais liderou em número de instalações efetivadas. A ANEEL estima que o setor movimente R$ 100 bilhões até 2030.

Matéria publicada na edição - 222 de abr/2017 da Revista Direcional Condomínios

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