Na superfície das quadras, cuidado com o acúmulo da água

Escrito por 

O síndico Clóvis Barbosa assumiu o mandato há um ano do Condomínio Portal São Bento e se deparou com uma quadra que já havia sido reformada quatro vezes em menos de duas décadas da entrega do empreendimento pela construtora. “O piso era consertado, mas passava um tempo, bolhas começavam a estourar, danificando o revestimento e formando buracos”, descreve.

Para resolver definitivamente o problema, o gestor contratou o diagnóstico de um engenheiro especialista em quadras. O laudo apontou, entre outras, patologias provocadas pela ausência de juntas de dilatação no revestimento final. “Quando chovia, a água não corria para os ralos, ficava empoçada no concreto, provocando bolhas e o estouro do piso na fase de evaporação.”

A solução foi quebrar e fazer de novo, afirma Clóvis. “Removemos tudo o que havia até chegarmos ao concreto original da laje. Fizemos novas juntas de dilatação e nivelamos de forma que houvesse caída da água para os ralos. Depois finalizamos com piso asfáltico”, detalha o síndico, lembrando que uma previsão inicial apontava a necessidade de quebra inclusive da laje, projetando o orçamento da obra para R$ 150 mil. “Mas resolvemos o problema desta forma, a um custo de R$ 40 mil.” Com a reforma da quadra, o condomínio conseguiu ainda debelar as infiltrações sobre a garagem.

ARREMATE

De acordo com o engenheiro Marcelo de Araújo Silva, o uso do cimento asfáltico sobre um substrato em concreto é uma das melhores opções às quadras poliesportivas descobertas dos condomínios. O fundamental é pintar, para “proteger o substrato e o revestimento”, destaca. Aqui, podem ser aplicadas tinta acrílica própria para piso ou à base de poliuretano (“Esta acompanha a movimentação da quadra, que não irá fissurar nem infiltrar”).

O especialista Marcio Garcia completa: “Com a finalização em tinta acrílica, as tonalidades das cores resistem por dois anos, já que o seu ponto de fusão é inferior ao do Epóxi, por isso ela descola e descasca”. O poliuretano, por sua vez, exibe nas quadras as funcionalidades e propriedades que o Epóxi apresenta nos ambientes cobertos, observa Marcio, porém, o PU, “quando molhado, se torna escorregadio”.

Matéria publicada na edição - 222 de abr/2017 da Revista Direcional Condomínios

Não reproduza o conteúdo sem autorização do Grupo Direcional. Este site está protegido pela Lei de Direitos Autorais. (Lei 9610 de 19/02/1998), sua reprodução total ou parcial é proibida nos termos da Lei.