O luxo do “lixo”: Gestão da coleta seletiva.

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Um perfil da gestão da síndica Cecília Helena Silva

O Condomínio Celebration resolveu bancar projeto sustentável na área, uma iniciativa da síndica Cecília Helena Silva apoiada pelo conselho. O “lixo” reinserido na cadeia produtiva gera renda mensal às cooperativas e valiosos ganhos ambientais.

O Condomínio Edifício Celebration completou, no mês passado, dois anos de um programa diferenciado de gestão da coleta e descarte do “lixo” gerado por suas 400 unidades, a um custo mensal de R$ 2.400,00, que tanto a síndica Cecília Helena Silva quanto os conselheiros decidiram incorporar às despesas ordinárias, hoje com apoio dos moradores.

Residencial ocupado desde 2011, o Celebration está localizado na Barra Funda, zona Oeste de São Paulo, e precisava fazer uma gestão profissionalizada de todos os resíduos produzidos diariamente pelos apartamentos. Afinal, como um imperativo da renovação do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), era necessário retirar as lixeiras dos andares e armazenar satisfatoriamente todo esse volume até o dia e horário da coleta urbana.

A síndica, no entanto, queria também garantir uma destinação correta aos materiais reaproveitáveis. Houve três tentativas infrutíferas de inserir o condomínio na rota da coleta seletiva da Prefeitura. Até que surgiu a possibilidade de se estabelecer o contrato com o Instituto Muda, que passou a fazer a retirada dos recicláveis três vezes por semana.

Mas o projeto vai além e procura assegurar uma separação adequada, de forma que os materiais sejam efetivamente reaproveitados pela cadeia produtiva. Por isso, os recicláveis não podem ultrapassar o limite de 10% de rejeitos. Todo papelão, papel, vidro, tetrapak, metal e plásticos separados devem estar livres da sujeira grossa, de restos orgânicos, e não podem ser misturados a produtos não reaproveitáveis, como embalagens laminadas, cartelas de medicamentos, lixos sanitários ou isopor.

Para o sucesso do programa, o Instituto realizou treinamento com moradores e auxiliares (46 horas no total), distribuiu material informativo e forneceu diferentes tipos de coletores ao condomínio (para orgânicos, recicláveis e centrais de coleta de óleo, pilhas, baterias e eletrônicos). A empresa fez plantão de dúvidas e agora produz relatórios periódicos sobre a qualidade do material separado pelos moradores. Por exemplo, conforme balanço de dezembro de 2016, o Celebration apresentava no período apenas 3% de rejeitos entre os recicláveis.

Do ponto de vista monetário, os dados também são positivos. Mesmo que a renda gerada pela coleta seletiva do Celebration às cooperativas, de R$ 1.903,79 ao mês, seja ainda cerca de 20% inferior ao custo do programa, os “dividendos” ambientais exibem números relevantes: um mês de reaproveitamento do papel e do papelão pelos condôminos do Celebration evita o corte de 155 árvores no período. Ou, ainda, todos os recicláveis geram em um ano uma economia de energia “capaz de abastecer um apartamento com 4 moradores por 33 anos”. Já a economia de água é suficiente para abastecer “o consumo de um indivíduo adulto por 155 anos”, indica o relatório. Por fim, há o ganho social: o montante gerado pela coleta seletiva ajuda a remunerar os trabalhadores das cooperativas. “Queremos nos livrar do ‘lixo’ de forma sustentável, pois precisamos gerar coisas que garantam a qualidade de vida de todos”, arremata a síndica Cecília Helena Silva.

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Contatos com a síndica Cecília Helena Silva:

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Matéria publicada na edição - 224 de junho/2017 da Revista Direcional Condomínios

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