Balanced Scorecard (BSC) & Compliance: Menos custos e maior satisfação dos “clientes” – condôminos

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Síndico desde 2016, mas com ampla experiência em gerência administrativa, financeira e na área de controladoria de empresas privadas, Clóvis Barbosa implantou o Balanced Scorecard (BSC) na gestão de dois condomínios que administra (um como profissional, outro como orgânico – morador).

Síndico Clóvis Barbosa: O BSC para acompanhar processos e metas

Segundo a Wikipédia, a ferramenta é “uma metodologia de medição e gestão de desempenho desenvolvida pelos professores da Harvard Business School (HBS), Robert Kaplan e David Norton, em 1992”.

Do ponto de vista da gestão diária do condomínio, ela facilita o alinhamento dos processos internos (“procedimentos de limpeza, manutenção e portaria”); a organização da aprendizagem e crescimento (programando-se cursos de reciclagem); da vida financeira (definindo fluxo de caixa, obras prioritárias, revisão de contratos e monitoramento dos serviços); e do relacionamento com os clientes (melhoria do clima interno e mediação de conflitos).

“O BSC também se utiliza de metas para cada área, assim podemos definir alguns objetivos, como: reduzir em 10% os custos do condomínio; o número de quebras dos elevadores; fazer uma pesquisa de opinião com os moradores para ver a aceitação da gestão e buscar melhorar esse nível”, descreve o gestor.

COMPLIANCE

Síndica Maria Helena Teixeira: Controle e mitigação de riscos com o Compliance

Outro recurso que possibilita economia e melhora dos processos internos é o Compliance, o que representa, em síntese, saber “agir de acordo com uma regra” (desde normas estabelecidas para elevadores, AVCB, relações trabalhistas, tributos etc., até as da Convenção e Regimento Interno). “Atuar em Compliance previne ocorrências de iniciativas fraudulentas e descumprimento de normas legais. No Compliance, olhamos as questões do presente e futuro – estamos fazendo o esperado? Como podemos melhorar os controles e mitigar riscos?”, exemplifica a síndica Maria Helena Teixeira, do Condomínio Edifício Ricardo, localizado na zona Sul de São Paulo.

A gestora atuou por cerca de três décadas em corporação da área financeira e participa hoje do Grupo de Excelência do CRA-SP (Conselho Regional de Administração de São Paulo). Segundo ela, “os condôminos têm o dever de pagar pelos gastos necessários para manter o patrimônio de todos e, ao mesmo tempo, não podem sofrer com desperdícios, má utilização ou desvios do dinheiro arrecadado. Aqui entra o planejamento, organização e controle”.

Em artigos publicados no site da Direcional Condomínios, ambos os síndicos fornecem outros exemplos da aplicação dessas ferramentas.

Matéria publicada na edição - 225 de julho/2017 da Revista Direcional Condomínios

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